Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 09/10/2020
A pandemia do novo Coronavírus vem trazendo novos desafios à população todos os dias e em vários setores, um deles é a educação, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) mais de 1,5 bilhão de estudantes em 188 países foram afetados pela Covid -19. A constituição brasileira, no artigo 6°,afirma que todos têm direito à educação, porém esta realidade nunca se fez presente de forma igualitária no Brasil, e com a pandemia, isso se tornou ainda mais evidente. Logo,nota-se a presença de fortes impactos na vida dos estudantes durante a pandemia. Em primeiro lugar, é importante ressaltar que ,com o isolamento social, as escolas tiveram que se organizar rapidamente, para garantir o começo do ensino à distância aos alunos.Mas, existe uma parcela da população, principalmente nas escolas públicas, que não possui os recursos necessários para aderir à esta nova forma de ensino, tanto estudantes, como professores. Atualmente, de acordo com o G1, 40% dos alunos de escolas publicas não têm acesso à internet, nem computadores ou celulares eficazes para assistir as aulas .Dessa forma, ficam prejudicados em relação aos vestibulares e concursos. O que torna ainda mais evidente a desigualdade no setor da educação no país. Ainda convém lembrar que, aqueles que conseguem ter o acesso às aulas online, também se sentem perdidos e desmotivados com essa nova era. Já que, esse novo ensino exige muito mais foco e organização em comparação as aulas presencias e, com isso, muito jovens se sentem pressionados. Além disso, a falta de interação dos alunos uns com os outros, e com os próprios professores, sem poder conversar ou tirar suas dúvidas, visto que,algumas escolas aderiram às aulas gravadas, também é um fator que aumenta o desafio que é o ensino à distância. Portanto, é necessário que o Governo Federal invista no financiamento dos recursos tecnológicos, como computadores e internet de qualidade, para os alunos de escolas públicas, para que eles tenham acesso às aulas de forma eficiente, e assim,o ano letivo não seja prejudicado.Cabe ainda, ao governo, adiar provas e vestibulares como o ENEM para que os estudantes não se sintam tão pressionados e cansados, e tenham mais tempo de se organizar e estudar.