Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 11/10/2020
Conforme o filósofo Immanuel Kant dizia, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Esse pensamento auxilia na análise da questão do atual cenário vivenciado no mundo em meio a pandemia, visto que do ensino básico ao superior, a ampliação do Covid-19 traz consequências educacionais alarmantes, entre elas, o reforço da desigualdade no país e os desafios da adaptação dessa atual realidade que o Ensino a distância (EAD) concebe, com tudo são mais de 6 milhões de alunos afetados na rede pública brasileira segundo o site jornalístico “Exame”. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar as razões que contribuem para esse quadro, além de o papel das escolas na inserção dos estudantes.
Em primeiro plano, é nítido que com a aplicação das aulas online, há uma preocupação acerca da qualidade do ensino, a mesma causa um déficit de aprendizagem ainda maior do que já antes era observado, sendo que ocorre uma inevitável acentuação da desigualdade principalmente entre os alunos do sistema público em relação ao particular. Contudo, em um país onde milhares de pessoas vivem sem saneamento básico, ter acesso à internet ou até mesmo um aparelho celular, conseguir acompanhar e produzir com o EAD torna-se algo inacessível. Em virtude disso, uma pesquisa realizada pelo site G1, afirma que mais de 15 estudantes de regiões diferentes do Brasil disseram preferir reprovar de ano, pois não entendiam o assunto e não tinham a oportunidade de tirar dúvidas.
Outrossim, não são apenas alunos que demonstram dificuldade à esse “novo normal”, com os professores não é diferente. Em relação à adaptação, se tornou um desafio igual para ambos, por um lado, segundo o site “Revista Educação”, mais de 70% dos docentes já precisaram mudar muito ou totalmente suas rotinas pessoais anteriores a fim de uma nova adequação de vida, sem contar com os professores idosos que não possuem a didática adequada. Por outro lado é exigido motivação e maturidade do aluno em se dedicar as aulas, as quais são consideradas desgastantes e assim se tornam menos produtivas com rendimentos abaixo do esperado.
Fica clara, portanto, a necessidade de mudanças para amenizar essa problemática enquanto não há uma vacina segura contra o vírus. É de competência do Ministério da Educação juntamente com o TI (Tecnologia da Informação), desenvolver um projeto, o qual permita distribuir gratuitamente internet para quaisquer aparelhos eletrônicos com um acesso direto a plataforma, a fim de romper tal discrepância social e disseminar uma didática igualitária. Bem como, o Governo investir mais verbas na educação e desenvolver programas de capacitação especificamente para os professores não familiarizados com a tecnologia. Pois somente dessa maneira, o sistema de ensino se tornaria mais justo e capacitado com um melhor aproveitamento.
Eh de competencia de