Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 16/10/2020

No Brasil, segundo o AgênciaBrasil, cerca de 4,8 milhões de crianças e adolescentes não possuem acesso à internet em casa, tal dado é alarmantes visto que, em virtude da pandemia, os alunos foram obrigados à continuar os estudos mediante à modalidade online. Esse afastamento dos alunos provoca não só um déficit em seu aprendizado, mas também o desinteresse dele para com a escola o que estimula a evasão escolar. Além disso, desigualdade social exposta pela limitação do acesso a internet também é uma problemática, visto que sem uma boa conectividade se torna mais difícil acompanhar de maneira flúida as aulas.

Em primeira análise, vale destacar que segundo uma reportagem apresentada pelo Jornal Nacional, um dos maiores motivos para a evasão escolar é a necessidade de trabalhar. Em virtude da pandemia, como apresentado pelo UOL, milhões de brasileiros perderam seus empregos, isso faz com que os adolescentes, principalmente, os oriundos de famílias mais pobres tenham a necessidade de trabalhar para contribuir com a renda familiar. Por conseguinte, esses alunos que necessitam trabalhar tendem a não conseguir conciliar as duas atividades e evadam da escola.

Ademais, vale ressaltar que segundo a teoria da modernidade líquida do filósofo Bauman, tudo na sociedade moderna está em constante mudança. Assim, a adoção da educação a distancia seria um processo natural, visto que o ensino superior a distancia é cada vez mais popular, como apresentado pelo Veja. Contudo, a pandemia do novo coronavírus acelerou o processo de expansão dessa modalidade. Todavia, como apresentado anteriormente, muitos estudantes não possuem acesso à internet em seus lares. Porquanto, a diferença entre os alunos que possuem acesso a internet e os que não tem aprofundará as desigualdades sociais presentes na sociedade.

Verifica-se, então, a importância do debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira. Para reduzir esses impactos, é imprescindível que os Governos Municipais, com o apoio do Ministério da Educação e Cultura, estruturem planos de assistência educacional e financeira específicos para atender as necessidades de cada estado, com o intuito de garantir, por meio de bolsas, que os alunos de baixa renda possam continuar os seus estudos. Paralelamente, precisa-se que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação elabore medidas públicas eficientes, através de programas social, com o fito de promover a inclusão digital desses jovens, para que assim todos tenham acesso a educação de qualidade e as desigualdades sociais sejam mitigadas.