Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 10/10/2020

“Todas as redes estaduais conseguiram implementar algum tipo de atividade remota, mas estudantes e professores enfrentam dificuldades para se adaptar à nova realidade.” O portal de notícias “G1”, apresenta a dificuldade que muitos sofrem desde o começo do ensino a distância no país. Todavia, quando se observa os impactos da pandemia na educação brasileira, é nítido que muitos foram afetados pela falta de preparo relacionado ao novo modelo de ensino. À vista disso, há uma grande desigualdade social e muitos alunos e professores não têm preparo para tal situação.

Antes de tudo, é preciso destacar a desigualdade social como um grande empecilho. Durante esse período de pandemia, as escolas tiveram que se adaptar para que as aulas tivessem continuidade, mas nem todos conseguiram ter acesso aos meios, pois muitos não têm aparelhos em que possam assistir as aulas ou redes de internet disponíveis em suas residências. Logo, as instituições implantaram diferentes métodos para o prosseguimento do ensino, como aulas online, videoaulas, transmissões por meio de canais na televisão aberta e distribuição de apostilas com a matéria e exercícios.

Além disso, faz-se necessário destacar a falta de preparação dos alunos e professores. A esse respeito, uma pesquisa realizada pelo jornal “BBC” revela que são várias as dificuldades na forma e no conteúdo nesse novo modelo. Por esse ângulo, é perceptível que muitos profissionais não sabiam utilizar aparelhos eletrônicos para tais funções e tiveram que aprender a criar táticas para que os alunos aprendessem, já os alunos tiveram que se adaptar às aulas e cumprir diversas tarefas que os são enviadas ao mesmo tempo. Dessa maneira, torna-se irrefutável o pensamento de que é necessário um melhor planejamento para esse tipo de aula, favorecendo professores e alunos.

Portanto, o Ministério de Educação e Cultura (MEC) deve oferecer computadores, aparelhos de rede de internet e materiais para alunos de escolas públicas que muitas vezes não têm acesso a esses meios. Deve também haver treinamento para profissionais de escolas particulares, para que possam aprender a usar as ferramentas dos aparelhos eletrônicos e diferentes modos de ter aulas produtivas, que chamem atenção dos alunos. Dessa maneira, espera-se que a qualidade das aulas a distância se tornem melhores ou mais próximo possível da qualidade do ensino presencial, oferecendo um ensino igualitário a todos para a continuação do ano letivo mesmo que estejam estudando em casa.