Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 20/10/2020
O filme “O menino que descobriu o vento” retrata a história de um garoto, que apesar da situação em que se encontrava, haja vista a precariedade existente no âmbito econômico e principalmente escolar, era extremamente esforçado e interessado para aprender coisas novas. De forma análoga ao cenário estudantil negligenciado em que ele se encontrava, é possível observar muitas crianças e adolescentes brasileiros durante o período da pandemia ocasionada pelo coronavírus. É necessário, portanto, analisar tal realidade de modo a identificar a falta de recursos por parte dos estudantes, bem como a carência de estrutura das escolas públicas para retomarem as aulas presenciais em segurança.
Em primeira instância, de acordo com a máxima de Sócrates de que “ A ignorância é o único mal”, conclui-se a importância do conhecimento para que os indivíduos prosperem. Entretanto, grande parte dos alunos brasileiros, principalmente de escola pública, não estão tendo aulas durante a pandemia. Isso se dá, não só por conta das escolas e professores, mas também por falta de recursos necessários, como internet e computador, em suas residências para que seja possível assistir as aulas gravadas ou ao vivo. Dessa forma, esses estudantes encontram-se à merce do conhecimento, quando comparados aos das escolas privadas, que geralmente conseguem obter muito conteúdo através de recursos tecnológicos, como plataformas online.
Ademais, visto o grande período em que os alunos passaram afastados das escolas, muitos países voltaram com as aulas presenciais de maneira segura, mantendo o afastamento social. Entretanto, apesar de muitas escolas particulares conseguirem fazer o mesmo, essa realidade não cabe à maioria da rede pública. Dessa forma, sem uma estrutura adequada, com espaço e ventilação, para manter os alunos estudando sem aglomeração e contato, é extremamente inviável que elas voltem. Assim, vê-se a desigualdade decorrente disso, já que vestibulares como o ENEM tem data marcada, porém muitos estudantes não conseguiram se preparam para disputar uma vaga na faculdade.
Diante dos fatos mencionados, conclui-se a importância da obtenção de conhecimento de forma democrática, para que todos tenham a mesma oportunidade. Logo, urge que o governo, por meio do Ministério da Educação, organize os calendários escolares, de modo a adiar o ENEM e outros vestibulares de Universidades e Instituições federais, para que os estudantes que irão concorrer tenham tempo de se preparar com o conteúdo disponibilizado pelas escolas e assim não estejam em desfavorecimento. Somando a isso, as escolas devem fazer a realocação dos estudantes de séries primárias no seu devido grau de ensino, por meio de uma prova de nivelamento, para que o tempo de aula perdido não interfira no conhecimento que deve ser obtido. Assim, os estudantes brasileiros sofrerão menos impactos no âmbito educacional, de modo a fazer diferença no futuro.