Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 06/12/2020

No livro “O discurso sobre o método”, do filósofo René Descartes, ele diz que o conhecimento que tem não é nada comparado ao que ele ignora e deseja aprender. Fora da Literatura, o estudo garante aos estudantes a mesma possibilidade, reconhecer a própria ignorância e buscar a aprendizagem. Todavia, como dar prosseguimento ao pensamento crítico na educação brasileira em tempos de pandemia? Para responder tal questionamento, é necessário analisar o papel da secretaria de educação e das instituições de ensino na problemática.

Em primeiro plano, a secretaria de educação é o principal agente para amenizar os impactos da pandemia na vida dos estudantes, uma vez que, detém influência sobre os orçamentos e consegue promover formas de adequar as instituições de ensino ao cenário pandêmico atual. Dessarte, sua ação deve ser voltada à compreensão das realidades vivenciadas por diversos indivíduos e se adequar de modo a maximizar os 57% da população brasileira que consegue acessar os aplicativos das aulas em seus dispositivos móveis, como aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por mais que o século XXI seja marcado pelo desenvolvimento tecnológico, é indubitável fornecer atalhos para equidade no acesso à educação.

Ademais, as instituições de ensino também possuem propriedades que a tornam essenciais para o debate sobre as consequências da pandemia do coronavírus na educação. Desse modo, é imprescindível que analisem as oportunidades de cada aluno e desenvolvam mecanismos que garanta a continuidade do processo de aprendizagem e tenham a menor interferência possível do vírus. Logo, a fala do cantor Fabio Brazza, na música “O rap tá pop”, onde defende o estudo como forma de mudar o pensamento e evitar a inércia das opiniões, terá embasamento em uma instituição de ensino atenta em garantir a formação do caráter crítico do estudante.

Torna-se evidente, portanto, que em uma sociedade desigual a pandemia terá impacto, destarte, é necessário amenizá-los o máximo possível. Logo, cabe à secretaria de educação, em parceria com programadores de software, elaborar aplicativos viáveis à qualquer dispositivo, tendo principalmente uma interface offline, para que os alunos possam baixar as aulas e assistir em suas residências, caso não tenham internet, com a finalidade de garantir maior adesão dos estudantes no acesso às aulas. Outrossim, as instituições de ensino, juntamente aos responsáveis, devem organizar horários para permitir que determinada quantidade de alunos que não possuem internet ou dispositivos para acessar as aulas, consigam fazer isso nas escolas com a maior segurança possível, além de receber suas atividades impressas, com o propósito de aumentar o alcance da aprendizagem.