Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 09/10/2020
Sabe-se que a pandemia do covid-19, afetou os sistemas educacionais em todo o mundo, e portanto levando ao fechamento generalizado de escolas, faculdades, e até universidades. Segundo a organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, aproximadamente 2 bilhões de alunos foram afetados por decorrência aos fechamentos das escolas . Segundo também a Unesco, por volta de 190 países implementaram fechamentos em todo o país e 5 efetivaram fechamentos locais, impactando aproximadamente cerca de 99,4 da população. Um documento elaborado por pesquisadores da Rede CoVida transporta um alerta para os impactos do fechamento das unidades escolares sobre a vida dos 47,8 milhões de estudantes da Educação Básica no Brasil.
Vale ressaltar que apesar de defenderem as medidas da suspensão das aulas, os pesquisadores apontam uma série de questões que podem agravar o aprendizado e o aumento das desigualdades no médio e longo prazo. O afastamento desses estudantes, principalmente dos 38,7 milhões que estão matriculados em escolas públicas, vai aumentar o grau de desigualdade da educação no país, também há a interrupção do fornecimento da alimentação escolar, bem como a pressão psicológica e o forte impacto do isolamento sobre a saúde mental dos estudantes.
É preciso frisar que também há a falta de uma política de acesso à internet de forma mais igualitária. De acordo com o instituto de pesquisa econômica, Ipea , apenas 42% das classes estão conectadas, sendo que mais de 70% encontram-se em áreas urbanas. Esse agravamento é decorrente em virtude pela grande precariedade e até mesmo pela não existência da internet em certos locais onde residem um bom número de estudantes. As limitações tecnológicas e pedagógicas são o que dificultam na maioria das vezes, ademais impedem o desenvolvimento de atividades de educação à distância em nosso país para certas regiões.
Tenha-se como solução, a necessidade do governo investir na existência da internet em certos locais, de forma mais igualitária, com o propósito para que os alunos de escolas públicas não percam um ano letivo, e possam acompanhar as aulas de forma branda. Ademais é preciso também investir na capacitação dos educadores para serventia e domínio dos mecanismos digitais neste novo panorama. Com isso, os estudantes da rede públicas com dificuldades, verão o direito garantido pelo governo como uma realidade próxima.