Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 11/10/2020
É notório que a educação brasileira nunca foi o ponto forte do país, ademais, a pandemia gerou diversos impacto negativos e debates sobre o ensino, principalmente sobre a rede pública, tal infortúnio é comprovado pelo site AgênciaBrasil, em que o mesmo diz: “No Brasil, 4,8 milhões de crianças e adolescentes, na faixa de 9 a 17 anos, não têm acesso à internet em casa. Eles correspondem a 17% de todos os brasileiros nessa faixa etária.” Portanto, se o jovem não possui acesso a internet, como ele vai participar da Educação a Distância (EAD)? A educação se tornou muito mais precário do que já era, principalmente por conta das desigualdades sociais e por falta de estímulo.
A desigualdade social normalmente gera diversas dificuldades para as classes mais baixas, enquanto, faz diferença nenhuma para as classes mais altas, já que, as mesmas conseguem ter acesso a internet, pagar professores e curso online. Ademais, com as escolas fechadas, as dificuldades dobram ou se tornam até impossíveis de serem solucionadas para os mais pobres, pois, o único lugar em que os jovens têm acesso à informação, esta fechada.
Nesse contexto, a desestimulação do estudante da periferia é garantida, já que não há mais aquela rotina de ir pra escola, tirar suas duvidas, estudar e voltar, de ter a presença de seu professor e não ter a quem tirar sua duvida, já que, a maiorias dos pais não terminaram a escola e a comunicação com o professor acabou.
Conclui-se que, para um adolescente da periferia a participação do EAD se torna algo impossível. Nesse sentido, o Governo Federal deve criar programas de democratização da internet, para que as classes mais baixas se inscrevam e consigam acessar o EAD também. Juntamente de tal medida, os coordenadores das escolas públicas devem criar estratégias, para mudar o modo de ensino, com o intuito de criar interesse nos alunos.