Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 11/10/2020
Sabe-se que, com a chegada da pandemia de COVID-19, o Brasil precisou paralisar tudo e adotou a política de isolamento social. As aulas presenciais, o comércio, atividades de lazer e muito mais. Sendo assim, todos saíram prejudicados: comerciantes, estudantes, professores. A educação, essencial para todos, foi bastante prejudicada. Dois exemplos de problemas são a difícil adaptação ao Ensino a Distância e a falta de acesso aos materiais necessários para estudar.
É preciso frisar que professores e alunos precisaram se adequar à nova realidade. Existem educadores que não dominavam a tecnologia usada para gravar as aulas, como aconteceu com a professora Lia Moita, da Escola Estadual Heráclito de Castro e Silva. Segundo o site “Brasil de Fato”, Lia precisou “se familiarizar com tecnologias que até então não tinha conhecimento”. Além disso, detalhou que em três dias já estava sendo cobrada para gravar as aulas, estimular os alunos e aplicar as atividades. Pelo lado dos alunos, estão presentes as dificuldades em se concentrar, ver a aula sem interrupções, em função da Internet ou de brincadeiras de mau gosto, e até absorver a matéria dada.
Outro fator existente é a falta de acessibilidade ao ensino. Muitas vezes, alunos não têm o aparelho necessário para assistir às aulas e precisam comprar um celular ou um computador para isso. Ademais, a falta de acesso à Internet também prejudica alunos e professores. Um dado que sustenta isso é de que, na Região Norte, 52% dos alunos receberam atividades escolares durante a pandemia e somente 37% declararam possuir Internet. Ainda de acordo com a pesquisa do Instituto Datafolha, feita em maio, a Região Nordeste aparece com 61%, mostrando a desigualdade em relação ao Sudeste (85%), Sul (94%) e Centro-Oeste (80%).
Dessa forma, é necessário que o Governo e as unidades de ensino deem mais suporte para os estudantes e os professores. Os educadores, junto às escolas ou universidades, poderiam abordar os alunos de forma diferente em relação à presencial para que se acostumem com o EAD, auxiliando ainda mais aqueles que ainda não se adaptaram durante esse tempo. Além disso, o Governo deveria disponibilizar algum tipo de auxílio especialmente para a aquisição de material utilizado para gravar e assistir as aulas com qualidade, beneficiando a todos. Assim, mesmo com a economia passando por um momento difícil, a educação do presente teria menos prejuízos para conseguir pensar no futuro do país.