Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 11/10/2020

A pandemia trouxe impactos severos para a comunidade estudantil, que teve de reestruturar-se. Porém, além dos desafios de remanejar e adaptar o planejamento didático, para muitos, o dificuldade começou antes: a maioria sequer teve recursos para adequar-se a novos modelos. A desigualdade, então, inviabiliza a análise unanime sobre o tema. Portanto, cabe avaliar os fatores que contribuem para esse quadro.

O Brasil, como já afirmaram diversas pesquisas e matérias jornalísticas, é um país polarizado. Isso significa existir disparidades de acessibilidade a serviços e produtos do bem comum a depender da classe pertencente. Logo, os desafios para contornar a pandemia são largamente distintos a de acordo com o perfil social do indivíduo.

Por isso, a análise dos impactos da pandemia, na educação, precisa ser feita a partir de duas perspectivas: a primeira, sobre o indivíduo que não depende dos sistemas públicos, e, a segunda, sobre os que dependem. Isso porque a rede particular, segundo reportagens, retornou quase imediatamente sem grandes problemas. Em contrapartida, para o sistema público, em muitos municípios, a estrutura sequer tinha condições de oferecer digitalmente a retomada das aulas.

Essas evidências deixam claro que devido a polarização do Brasil, prejudicou-se de formas diferentes diversas classes sociais.

Observa-se, então, que o conceito de unidade é essencial para o sucesso e o bem-estar social. Por isso, planos para inclusão digital nos sistemas públicos de ensino tornam-se essenciais, e que podem ser, por exemplo: os Ministérios da Educação e Cidadania, em parceria, promover a distribuição de computadores a alunos e escolas aliado a um novo planejamento, que utilizará os meios digitais não como um “algo a mais” mas como básico. Nesse sentido, o intuito de tal ação é promover a unidade entre os brasileiros, que serão mais bem sucedidos ao encarar desafios, pois, como já diz o ditado popular: “A união faz a força”.