Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 12/10/2020
O ensino híbrido caracteriza-se como a fusão do aprendizado virtual e presencial, muito utilizado nos tempos de pandemia do novo corona vírus. No entanto, tal método de aprendizado tem dificultado a conclusão de um ano letivo eficaz, além de apresentar falhas, como a falta de acesso a todos os estudantes e sobrecarga de trabalho aos professores.
Evidentemente, o Brasil apresenta números grandes de desigualdade social, ainda mais notórios durante o período de isolamento. Uma pesquisa feita pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil mostrou que, em 2018, 58% das residências brasileiras não possuem computador e 33%, acesso à internet, o que dificulta a educação. Com a paralização escolar, o ensino à distância foi a forma encontrada para a realização das aulas, porém nem todos foram favorecidos.
Assim como os alunos, os professores também têm encontrado dificuldades de adaptação ao novo método de ensino. Certamente, as aulas à distância trazem um rendimento maior e, consequentemente, uma carga maior de trabalho para os educadores. Tal sobrecarga acarreta uma série de problemas e um exemplo é o filme “Tempos Modernos”, de 1936, no qual Charlie Chaplin é um funcionário de uma fábrica e sente-se frustrado com a cobrança e repetição do trabalho, o que caracteriza o mesmo esgotamento dos professores atualmente.
Logo, pode-se notar os problemas que a educação enfrenta com o ensino híbrido. Como forma de amenizar esses impactos, o Ministério da ciência, tecnologia e inovações deveria fazer parcerias com empresas fornecedoras de serviço de internet e venda de computadores para fornecer aos estudantes que não têm acesso às aulas. Além disso, o Ministério da Educação oferecer cursos de preparação aos professores, com o intuito de facilitar na organização das aulas.