Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 16/10/2020
Com a pandemia, ocasionada pelo novo corona vírus (COVID-19), as escolas precisaram fechar e o sistema tradicional de ensino foi bruscamente modificado, surpreendendo todos do corpo docente e discente. As aulas que antes eram presenciais e iam além do conteúdo dado, pois também proporcionavam a socialização, tiveram que ser adaptadas rapidamente a um ensino remoto, em modo on-line, o qual trouxe muitas dificuldades e tenta-se adaptar até hoje.
Em primeira análise, para a implementação de um ensino completamente online é preciso dispor de internet e aparelhos tecnológicos, mas, de acordo com Agência Brasil, um a cada 4 brasileiros não tem este acesso, com base em pesquisa feita no ano de 2018. Certamente esses dados evidenciam a desigualdade existente no Brasil, porque muitos estudantes são desprivilegiados em relação a outros. Além disso, há alunos que se encontram desfavorecidos pois muitas instituições de ensino não ofertaram aulas remotas, como é o caso da rede pública de ensino, assim serão prejudicados em avaliações de âmbito nacional como o ENEM.
Em segunda análise para aqueles que possuem acesso a rede e continuam o ano letivo através dos computadores ou aparelhos celulares, encontram dificuldades de conexão e falta de habilidade dos professores em relação às plataformas que funcionam como salas de aula. Vale ressaltar que muitos mentores não obtinham o conhecimento necessário sobre as tecnologias necessárias para apresentar uma aula no novo formato, já que estavam acostumados com o das aulas físicas; o mesmo aconteceu com os alunos, o que difere o processo de ensino aprendizagem.
Logo, é dever do Ministério da Educação disponibilizar cursos gratuitos com o intuito de auxiliar os professores nessa transição, capacitando-os a fim de melhorar os encontros via internet. Além disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia junto a companhias que prestam serviços de redes wi-fi, devem disponibilizar pacotes para estudantes de escolas públicas com o fito de democratização do acesso internet. Assim, haveria possibilidade que os mesmos possam competir igualmente em concursos públicos.