Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 13/10/2020

Embora medidas emergenciais como a suspensão das aulas sejam importantes no combate à disseminação do novo coronavírus, pesquisas mostram que haverá múltiplos impactos nos alunos e nos educadores, exigindo um esforço do poder público de um planejamento de volta às aulas gradual e articulado entre diferentes setores, como Educação, Saúde e Assistência Social. Vários países reabriram as escolas e têm adotado diversas medidas para evitar novas ondas de contaminação. A experiência de países como a China, Coreia do Sul, Finlândia, Dinamarca, França, Inglaterra, Israel e Portugal demonstra que essa volta precisa ser feita de forma gradual, escalonada, e requer vários cuidados. O retorno envolve um rígido protocolo de saúde e higiene com a desinfeção de escolas, tendas de desinfecção dos alunos na entrada, controle de temperatura, uso de máscaras, lavagem de mãos e instalação de torneiras e diretrizes a serem seguidas em caso de notificação da contaminação de alunos ou professores após o reinício das aulas. Os professores do grupo de risco devem manter-se afastados em um primeiro momento, as salas de aulas devem ter grupos menores de crianças e adolescentes, que se revezam em uma sistemática híbrida de atividades presenciais e não presenciais ao longo da semana. Há maior espaçamento entre as carteiras dos estudantes e o uso de espaços ao ar livre (quadras) para as atividades pedagógicas, além da previsão de horários diferentes de entrada, saída e recreio.