Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 14/10/2020

É indubitável que a pandemia do coronavírus acelerou a digitalização dos afazeres, que já era proposta e idealizada por algumas empresas, contudo esse avanço foi desencadeado de maneira repentina. Aulas on-line e home office se tornaram assunto e a nova realidade da população brasileira.

Logo no inicio foi possível perceber o grande desafio enfrentado por professores e alunos da rede privada. A falta de experiência e treinamento do ensino à distância junto com a situação desesperadora do país não impediu que escolas e seus funcionários lutassem para a melhor forma possível de lecionar. Infelizmente, isolamento social, a saudade e a falta dos colegas e mentores se torna um empecilho no aprendizado.

Nota-se, então, que ainda maior é o impasse de alunos de rede pública, que segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2019, do IBGE, mais de 87,4% dos alunos do ensino médio estudam na rede pública. Estes, em sua maioria,  antes mesmo da pandemia, se encontram em situação de ensino precária e ineficiente, onde muitas matérias não são passadas ou cobradas.

Em casa, para medidas tecnológicas serem efetivas, todos os alunos precisam do acesso à internet e à aparelhos digitais. Entretanto, essa possibilidade se destoa da realidade brasileira, cujo 30% das casas não têm sequer acesso à internet, segundo a Pesquisa TIC Domicílio, feita em 2018.

Portanto, medidas são necessárias para evitar que se acentue a diferença de classes e o impacto que os alunos sentirão ao realizar exames e provas de concursos nos anos futuros. O Ministério da Educação em parceria com fábricas de eletrônicos brasileiras devem disponibilizar pontos acessíveis e que cumprem as regras de saúde determinadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde) com aparelhos eletrônicos para integrar alunos que não possuem computadores e celulares com internet. Espera-se, com essa medida, a redução da desigualdade e dificuldade, que impactam a educação brasileira durante a pandemia.