Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 16/10/2020

O isolamento social desencadeado pela pandemia do COVID-19, trouxe novos hábitos e diferentes necessidades, tanto nas famílias, quanto nas instituições de ensino, que precisaram rever seus métodos e criar outros que se adequassem ao momento. Com a implementação do ensino à distância, vieram à tona diversas preocupações e dificuldades de alunos e professores em relação a conteúdo e ao emocional.

De certo, a rotina de estudantes e educadores mudou de forma drástica, pois passaram a gastar muito mais com luz, aparelhos eletrônicos, internet e outros, sem contar com a administração de tempo de estudo e foco para manter a atenção. Isso acontece em escolas particulares, já que na rede pública o problema é muito maior, sabendo que a renda é bem menor e por consequência poucas pessoas têm acesso à toda essa tecnologia exigida.

Segundo a Fundação Lemann e unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), 79% dos alunos tem acesso à internet, porém, 46% conseguem apenas pelo celular, o que limita o trabalho dos professores e a aprendizagem dos estudantes, em virtude disso, surge um abismo entre o ensino particular e público. A adaptação emocional foi um ponto bastante abordado, e a maioria dos alunos e professores relataram ter sentido mais ansiedade, depressão, sobrecarga de trabalho fora do comum e até apresentaram síndromes nunca antes manifestadas, a saúde mental dos mesmos ficou altamente abalada.

Portanto, é mister que o Ministério da ciência, tecnologia e inovações deve fazer parcerias com empresas que fornecem serviço de internet, para que ofereçam pacotes para estudantes de instituições públicas e particulares com um menor custo. Assim como as escolas têm de disponibilizar atendimento psicopedagógico  aos alunos por meio de videoconferências para ajudá-los a passar com mais leveza esse processo.