Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 14/10/2020
A Constituição Federal de 1988 confere o direito à educação para todo cidadão brasileiro. No entanto, a educação pública no país, a qual já possuía problemas, fica ainda mais prejudicada devido a pandemia do COVID19. Neste contexto, a falta de acesso à internet e despreparo dos professores são relevantes aspectos a serem discutidos. Além disso, a falta do convívio social entre alunos e professores também resulta em prejuízo para formação pessoal, algo que precisa ser observado.
Neste ínterim, devido ao fechamento das escolas, o ensino remoto passou a ser a opção única. Contudo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apenas 57% das pessoas tem acesso à internet. Isso mostra, destarte, que muitos alunos não podem continuar a ter aulas em de casa. Outrossim, com a abrupta transição do ensino presencial para o remoto, não houve tempo de preparo para os educadores, o que resultou, em muitos casos, em um ensino de menor qualidade.
Além disso, a educação presencial vai além da erudição. É sabido, diante disso, que o convívio com colegas e professores apresenta-se como parte essencial da formação pessoal do estudante. Dessa forma, principalmente nos primeiros anos escolares, o desenvolvimento da criança precisa das relações interpessoais para ser completo. Logo, torna-se primordial atuar nessa problemática durante a pandemia, evitando-se maiores danos educacionais e sequelas psicológicas nas crianças.
Faz-se necessária, portanto, uma intervenção na educação pública brasileira, para impedir maiores prejuízos. Para tal, o Ministério da Educação atuará de duas formas: será feito um levantamento nas escolas, daqueles alunos sem acesso à internet, sendo providenciado aos mesmos; ainda, os professores receberão um treinamento, bem como recursos audiovisuais, para ensino remoto. Na segunda atuação, será promovido o acompanhamento psicológico das crianças menores de 10 anos, para verificar o pleno desenvolvimento das mesmas. Espera-se, com isso, minimizar os efeitos negativos da pandemia na educação no Brasil.