Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 16/10/2020
O problema educacional na pandemia
Na conjuntura social atual, é vivenciado um período crítico relacionado à pandemia do COVID-19. Neste cenário, é possível notar mudanças referentes à vida de todos o cidadãos do planeta, novos hábitos e comportamentos estão sendo adotados, incluindo o fechamento de escolas - o que causou um choque não só para estudantes, mas também aos profissionais de ensino.
Em virtude do cancelamento das aulas presenciais, foi implantado o Ensino Híbrido: uma proposta inovadora para a educação básica porque permite aplicar os benefícios da tecnologia em sala de aula, o estudante conta com aulas na instituição e online. Com a pandemia, as aulas passaram a ser somente pelo meio cibernético, onde o aluno assiste o seu professor por uma plataforma onde ocorrem em tempo real, podendo ser assistido em qualquer aparelho. A adaptação ocorreu gradualmente: avaliações bimestrais são feitas por celular ou computador, uma forma jamais vivenciada pela maioria dos estudantes brasileiros.
Contudo, a metodologia tem os seus pontos negativos, em especial o EAD (Ensino a Distância) que ganhou força, e tornou-se a única fonte de aprendizagem na pandemia. Têm-se a seguinte situação: o aluno não frequenta mais a escola e agora seu ambiente de estudo é no conforto de sua casa. Visto isso, é possível analisar que o costume de estudo recebe uma drástica mudança, a falta de contato com professores e colegas de turma afeta violentamente a saúde mental dos indivíduos. Um levantamento revelou que o percentual de pessoas com depressão saltou de 4,2% para 8,0% na pandemia, enquanto para os de ansiedade foi de 8,7% para 14,9%. Um estudo feito pela Agência Senado mostrou que 56 milhões de alunos matriculados na educação básica e superior no Brasil, 35% (19,5 milhões) tiveram as aulas suspensas devido à pandemia de covid-19, enquanto que 58% (32,4 milhões) passaram a ter aulas remotas, uma consequência da crise educacional e financeira que o brasileiro vem enfrentando com o passar das décadas, criou-se um abismo entre estudantes de rede pública e particular.
Visto isso, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações a criação de parcerias com empresas de maneira a fornecerem serviço de internet com menor custo para estudantes necessitados, além do oferecimento de aparatos tecnológico à estes: tablets, computadores ou celular à fim de voltar com a sua rotina de aprendizado. Ademais, é cabível o atendimento psicopedagógico aos alunos, por meio de videoconferências, a fim de trazer apoio emocional neste período remoto.