Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 16/10/2020
A sociedade está sempre em constante evolução, uma delas principalmente é a educação, que em tempos de pandemia sofreu alterações, demonstrando que a desigualdade social ainda influencia o cotidiano de grande parte da população mundial. Dessa forma, segundo Padre Antônio Vieira, escritor português, a boa educação é como uma moeda de ouro, tem valor em qualquer lugar. Sendo assim, as causas para essa problemática são: a desigualdade entre estudantes no ensino à distância e os desafios de adaptação das escolas à esse novo método.
Em primeira análise, o Brasil é o país que ocupa o 53º lugar em educação no mundo, tendo mais de 731 mil crianças fora da escola, segundo o IBGE, isso contribui, diretamente, ao auto índice de estudantes que não possuem acesso, ou possuem acesso precário, as plataformas de EaD. Nesse sentido, a educação à distância não é democrata, pois presume que o acesso à internet, computadores e celulares por parte dos estudantes seja necessário, ou seja, adquiriram, por lei, o direito a educação, porém não a igualdade. Portanto, não oferece dúvidas que o Estado, de forma indireta, não age de forma inclusiva.
Além disso, o despreparo das escolas e professores para o oferecimento do ensino remoto e as dificuldades de adaptação de alunos e professores são notáveis, 83% dos docentes afirmaram sentir-se nada ou pouco preparados para o ensino remoto. Dessa maneira, esse sentimento de impotência está presente no dia a dia de todos em tempos de pandemia. Logo, fica evidente uma falta de suporte aos profissionais da educação com as novas tecnologias.
Nesse contexto, cabe ao Governo Federal, por meio da educação, promover projetos e palestras sobre a questão da educação brasileira na pandemia e seus problemas, afim de conscientizar a sociedade a cerca de tal problemática. Assim, como consequência, a desigualdade entre alunos será combatida pela própria sociedade, desconstruindo privilégios e discriminações.