Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 15/10/2020
O texto constitucional assegura que a educação é direito de todos e dever do Estado, sendo este considerado um direito fundamental assegurado a todos os cidadãos.No entanto, o surto do vírus COVID-19 tornou necessário a suspensão das aulas presenciais, consequentemente causou impactos negativos na educação brasileira, pois evidenciou a baixa capacidade do governo de fornecer aparato tecnológico aos estudantes que não o possuem, fato cuja consequência é ampliação nas desigualdades a curto e longo prazo.Assim, é imprescindível que o governo busque meios de diminuir essa desigualdade.
A princípio, ficou evidente como, principalmente a educação pública sofreu, pois nem todo o corpo estudantil possui acesso fácil a Internet.Nesse contexto, evidenciar o discurso do pedagogo brasileiro, Paulo Freire, o qual afirma que uma das funções da escola é expor injustiças, ou seja, aponta-las para que possam ser acentuadas ou extintas.Dessa forma, se o governo fornecer equipamentos necessários para alunos e professores a educação brasileira apesar de sofrer os impactos da falta de aulas presencial ira conseguir fornecer uma educação digna aos estudantes.
Além disso, a pandemia cria uma segregação, pois quem possui meios para continuar seus estudos estará a frente de quem não possui.Por consequência, pode ingressar no ensino superior antes de quem não teve as mesmas oportunidades em virtude da pandemia.Ou seja, a curto e a longo prazo essa barreira para a a educação aumentara e ira perpetuar as desigualdades, caso o Estado não intervenha de forma rápida.
Portanto, é notório que apesar do surto de COVID-19 ter sido algo imprevisível, isso não exime o governo de suas responsabilidades básicas.Assim, cabe ao governo federal em parceira com o Ministério da Educação, promoverem pesquisas ,as quais devem ser realizadas com os professores que irão informar quais alunos não comparecem as aulas onlines e os que possuem dificuldade.Apartir desses dados o governo deve prover tablets e chips com acesso a internet para os alunos e situação de vulnerabilidade, os quais devem ser devolvidos ao fim de cada ano letivo para uso posterior.Dessa maneira, o governo cumprira seu dever constitucional e acentuara as desigualdades que o surto de coronavírus ampliou.