Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 15/10/2020
De acordo com Imannuel Kant, considerado o principal filósofo da era moderna: ’’ É o problema na educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade’’, ou seja, é uma área imprescindível para o convívio e desenvolvimento social. Contudo, não é mais a mesma após o início da pandemia do novo coronavírus (COVID-19). Em comum, professores e alunos passaram a usufruir de tecnologias educacionais e adotar o ensino à distância (EaD) como único modo de ensino em vista do isolamento social imposto pela organização mundial de saúde. Porém, segundo o jornal Agência Brasil, cerca de 4,8 milhões de crianças e adolescentes, na faixa de 9 a 17 anos, não têm acesso à internet em casa, o que corresponde a 17% de todos os brasileiros nessa faixa, torna impossível a obtenção de conhecimento por parte destes, e escancara a presente desigualdade social no país.
Em primeira análise, é de comum acordo que foi necessário aderir o EAD, todavia, como o próprio levantamento realizado pelo jornal Agência Brasil apontou, uma grande porcentagem dos alunos não possui acesso à internet para utilizar esse sistema, e quando reduzida a pesquisa apenas para a educação pública esse número aumenta para 40%, segundo o g1. Por continuação, de acordo com essa mesma pesquisa realizada pelo grupo Globo, boa parte dos estudantes disseram preferir reprovar de ano, pois não entendiam o assunto e não tinham a oportunidade de tirar dúvidas. Em virtude disso, deve-se prontamente encontrar soluções para essa condição, pois compromete o desenvolvimento psico-social do estudante.
Ademais, com toda a questão que envolve a pandemia e a deficiência na aprendizagem, o principal vestibular para o ingresso no ensino superior do país, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), foi adiado para janeiro do ano de 2021. Esse ato gerou muitas incertezas para os estudantes do ensino médio, visto que esse exame, para muitos, é uma das formas mais concretas de procurar por um futuro melhor no que diz respeito a carreira profissional e qualidade de vida, e esse ‘’ano perdido’’ apenas dificultou esse processo.
Portanto, são necessárias medidas para resolver esse impasse. Logo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, com o apoio do Governo Federal, deve, através de um sistema técnico fornecer uma experiência de sala de aula com qualidade de ensino e professores competentes para quem mais precisa no atual cenário. Então, para alunos de redes públicas de ensino deve ser criado um canal aberto para que os estudantes possam assistir suas devidas aulas, com um horário certo para cada disciplina e turma, assim os impactos da pandemia relacionados à educação podem ser reduzidos até que uma vacina segura seja distribuída e tudo possa voltar ao verdadeiro normal.