Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 17/10/2020
Em relação a atual pandemia do Covid-19, foi-se necessária a implantação do isolamento social e, consecutivamente, a paralisação das aulas presenciais popularizou outra forma de ensino, a educação a distância (EAD). Todavia, esta forma de lecionar possui diversas dificuldades, tanto por parte dos professores quanto dos alunos, por isso é de extrema relevância a discussão a respeito do tópico.
Em primeira instância, é de suma importância ressaltar a desigualdade social que o ensino híbrido apresenta, pelo motivo das escolas particulares continuarem com a mesma cara horária e matérias em aulas ao vivo. Enquanto isso, as públicas enfrentam grandes problemas como a falta de uma boa plataforma para lecionar, além do fato de enorme parte dos estudantes não possuírem acesso à internet, e mesmo com as apostilas enviadas paras casas de cada aluno, é perceptível a dificuldade no aprendizado por conta própria.
Além disso, existe outro fator que acaba sendo um obstáculo tanto aos educadores quanto aos aprendizes, que são os problemas de saúde mental. Durante a pandemia foi realizado um levantamento pela Área de Inteligência de Mercado do Grupo Abril onde apontava que 54% dos cidadãos estavam preocupados com a situação da Covid-19, isso afetou muito o desempenho da população, nos empregos e nas escolas, muitos até mesmo desenvolveram doenças como depressão e ansiedade.
Dado o exposto, é de extrema seriedade que haja uma solução para a problemática apresentada. Previamente, o Ministério da Educação deve pôr em prática a ideia do ano letivo unificado, ou seja, dois anos em um, para suprir a perda de matérias no ano de 2020. Ademais, o Governo Federal deve oferecer verba para a contração de psicólogos online, para que estudantes e professores possam ter acompanhamento profissional se for preciso. Desse modo, deseja-se que com essas medidas possam ser freados os problemas em relação ao ensino híbrido no Brasil.