Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 18/10/2020

A priori, a pandemia impactou a todos e de certo a educação, de acordo com Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Neste viés é possível perceber a preocupação de toda a sociedade com a chegada da pandemia, e o que todos iriam fazer diante da mesma. Pensando nisso, foi adotado um novo sistema de educação remota. Foi mesmo beneficiária para todos?

Em primeiro lugar todos tiveram de se acostumar diariamente com as consequências da pandemia da covid-19, com o departamento educativo não foi diferente, escolas, universidades fecharam, turmas não concluíram o ano, e algumas instituições não vieram a reabrir seus trabalhos em 2020.

Logo, a única ideia que prevaleceu foi continuar com as atividades de forma remota, através do EAD, certamente os alunos necessitariam de aparelhos eletrônicos para a realização das atividades, entretanto, 58 por cento dos lares brasileiros não possuem computadores, e 30 por cento não tem acesso nenhum à internet.

Ademais, outro fator a salientar é a dificuldade das pessoas que moram na zona rural, onde as informações demoram a chegar e em sua maioria não há internet. Professores com adversidades em ensinar de forma remota, delegam a objeção que sentem, principalmente quando há alunos sem acesso á internet, os professores tiveram de se reinventar para que todos aderissem o conhecimento. Alguns discentes afirmam gostarem desta forma de ensino, pois estão em suas casas. Toda via há aqueles que sentem falta da sala de aula, do contato com os amigos e com docentes.

Torna-se evidente, portanto que a educação remota não é beneficiaria a todos. Assim cabe ao Ministério da Educação, por meio de pesquisas e informações coletadas, a elaboração de dois auxílios - o primeiro visaria pagar a internet para aqueles que não a possuem, e o segundo seria uma quantia maior, para a compra de eletrônicos usados para a inclusão de mais estudantes às aulas online -, para que não houvesse mais desigualdade social e exclusão de alunos em escolas.