Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 21/10/2020

A Organização Mundial da Saúde, a fim de conter a disseminação do COVID-19, impôs à toda população brasileira, em março de 2020, o isolamento social. Com isso, as aulas presenciais tiveram de ser suspensas, respeitando a medida imposta pela OMS, a quarentena, e com ela houveram modificações na rotina que impactaram diretamente na forma de lecionar e aprender nos colégios.

Visto que com a aprovação do Ministério da Educação das atividades remotas, a tecnologia tornou-se imprescindível na vida acadêmica dos estudantes, o uso de plataformas para haver a realização de aulas online ou postagem de conteúdo é um mecanismo o qual os professores tiveram de se adaptar para poderem continuar lecionando. Entretanto, a prática de Ensino à Distância requer conexão com a internet, o que foi um empecilho para 46 milhões de brasileiros que de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua não possuem acesso à internet.

Assim como o uso da internet para alguns é um impasse, a frustração com o adiamento de vestibulares e concursos ocasionou no declínio do desempenho dos estudantis. Essa providência ocorreu em prol das desigualdades de estudos entre os alunos estarem bastante acentuadas, pois enquanto alunos de escolas privadas usufruem de plataformas digitais com aulas gravadas ou ao vivo, alunos da rede pública nem sequer têm acesso à internet para adquirirem o material didático.

Portanto, ajustar-se com a tecnologia e descobrir novas maneiras dinâmicas de  dar aula através de plataformas digitais foi difícil. A fim de desenvolver uma comunidade justa, o Ministério da Educação deve garantir à toda comunidade escolar um meio de acesso ao material didático, seja imprimindo ou postando em plataformas digitais. O importante é que o ensino não pode estagnar, pois de acordo com Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”