Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 22/10/2020
O COVID-19 causou na vida escolar dos brasileiros mudanças cruciais para haver adaptação de alunos e professores com os novos métodos educativos. Com o início da pandemia, as aulas presenciais tiveram de ser suspensas, respeitando a medida imposta pela Organização Mundial da Saúde, a quarentena, e com ela houveram modificações na rotina que impactaram diretamente na forma de lecionar e aprender nos colégios. Com o início do isolamento social em março de 2020, foi fundamental a pausa das aulas presencias, para que não houvesse aglomeração nos pátios e nas salas de aula. Contudo, para não haver perda do ano letivo dos estudantis, o MEC incentivou as instituições escolares iniciarem a Educação a Distância (EAD).
Mas com o ensino a distância, problemas surgiram e impactaram diretamente o aprendizado dos alunos, como o adiamento dos vestibulares e concursos para o ano de 2021. Em suma, foi imprescindível a adaptação rápida dos professores para que eles pudessem lecionar de suas casas, mas para a realização das aulas online, é crucial o uso da internet.
Visto que algumas transformações tiveram de ser tomadas o mais depressa possível para que não tivesse a perda do ano letivo. De acordo com o G1, o Ministério da Educação aprovou a prática de atividades remotas. Entretanto, a prática de atividade realizada à distância requer conexão com a internet, o que foi um empecilho para 35,3% da população, por não terem acesso à rede. Esse problema gera a questão de desigualdade entre os ensinos privados e públicos, pois enquanto alunos de escolas privadas usufruem de plataformas digitais com aulas gravadas ou ao vivo, alunos da rede pública nem sequer tem acesso à internet para adquirirem o material didático. Além do mais, mesmo que haja obtenção de conexão com a internet, a tecnologia ainda é um desafio para muitos que não sabem manuseá-la. Ademais, outra medida tomada por conta da pandemia foi o adiamento de vestibulares e concursos, a frustração de estar preparando-se anos e do nada saber que a prova será adiada causou desânimo e força de vontade nos alunos. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira divulgou, em maio deste ano, que o Exame Nacional do Ensino Médio seria prorrogado para janeiro de 2021 em prol das desigualdades de estudos entre os alunos estarem bastante acentuadas.
Destarte, foi uma corrida contra o tempo ajustar-se com a tecnologia e descobrir novas maneiras dinâmicas de se dar aula através de plataformas digitais. Logo, o MEC junto às escolas, devem realizar pesquisas de quem possui o acesso à internet e garantir a educação igualitária a todos, pois segundo Katarina Tomasevski, “A educação é a chave para abrir outros direitos humanos.”, podendo garantir uma sociedade justa.