Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 22/10/2020

Com o agravamento da pandemia de Covid-19 milhões de alunos e professores foram afastados do ambiente escolar, tendo que se adaptar a uma realidade distante da que era vivida em sala de aula, segundo o pedagogo e filósofo brasileiro Paulo Freire, o ensino deve ser plural  e baseado em dois princípios fundamentais, o direito à educação e uma escola inclusiva, porém, tal metodologia se torna falha por consequência de uma devasta desigualdade social presente no país.

Em razão do distanciamento social, a solução que escolas encontraram para continuar levando o ensino para o educando, foi o ensino remoto através de diversas plataformas digitais, mas, uma considerável parte de estudantes, principalmente da rede pública, foi prejudica devido à escassez de recursos para a utilização de tais meios, o que nos leva a grande diferença social entre alunos de escolas privadas e de escolas públicas.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 45,9 milhões de brasileiros não possuíam acesso à ‘internet’ em 2018, número que corresponde a 25,3% da população com 10 anos ou mais de idade, ou seja, o público alvo das escolas não têm condições de acesso, refletindo em crianças e adolescentes sem o cumprimento de um de seus direitos básicos, acarretando diversos problemas, entre eles a evasão escolar, o que por sua vez, torna a educação básica cada vez mais elitista.

Diante de tudo que fora apresentado e exposto, cabe então ao governo, juntamente com as escolas e empresas de tecnologias e comunicação criar um programa social que leve aos alunos mais carentes, aparelhos eletrônicos com conexão à ‘internet’, para que o mesmo possa ter acesso às aulas remotas, de maneira que a educação se torne mais inclusiva, gerando uma sociedade menos desigual quando se fala da educação brasileira.