Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 25/10/2020
Aristóteles grande pensador da antiguidade, defende a importância do conhecimento para a obtenção da plenitude da essência humana. Para o filosofo, sem a cultura e a sabedoria, nada separa a espécie humana dos outros animais. Nesse contexto, observa-se o despreparo em âmbitos como a educação, mediante uma situação de pandemia. Dessa forma, fatores como a falta de controle por parte dos professores, além do curto alcance das plataformas, principalmente em regiões mais carentes.
Evidencia-se, a princípio, que o fato dos profissionais da educação não terem o mesmo controle sobre seus alunos como em sala de aula emerge como influenciador dessa problemática. De modo que, no sistema atual de aula e atividade não é suficiente em EAD’s, devido ao fato de alunos burlarem, desde desligar a câmera e fazer qualquer coisa que não seja prestar atenção na aula até pesquisarem respostas das atividades e provas na internet. Caindo a culpa nas costas do educador por não poder controlar o aluno através da tela.
Ademais, o curto alcance das plataformas utilizadas apresenta-se como um grande obstáculo para a resolução do problema. De acordo com a filosofa Hannah Arendt, “a essência dos direitos humanos é ter direito a ter direitos”. Nesse sentido, moradores de áreas carentes que não tem acesso a um aparelho, ou se quer a internet, são prejudicados pelo sistema de aula apenas por plataformas individuais, sendo que a educação é um direito de todos. Faz-se necessário assim a dissolução dessa conjuntura.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar esse impasse. Logo, concerne ao MEC , órgão responsável por gerir a educação no país, trazer para o âmbito escolar um sistema de recuperação de aprendizagem, por meio de profissionais que passem por programas de treinamento para melhor resultado, a fim de que compensem o tempo da pandemia. A respeito dos alunos de renda baixa, cabe ao governo em parceria com o MEC disponibilizar material didático completo e proporcionar redes e aparelhos de acesso as plataformas digitais, como tabletes ou netbooks. Consoante o educador Paulo Arns da Cunha, “toda crise é uma oportunidade de aprendermos algo novo.”