Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 25/10/2020

A sociedade contemporânea obteve por meio de lutas históricas, direitos que lhes dão benefícios e assistências. Todavia, o cumprimento desses torna-se inválido em muitas das vezes, por motivos como a corrupção, gerando assim o despreparo estatal para situações específicas. O novo contexto atrelado a pandemia do novo corona vírus trouxe ao mundo a necessidade de uma evolução em todos os âmbitos, especialmente no educacional. Contudo, os impactos gerados por esse cenário devem ser analisados e revertidos, para que as instituições sociais, como a família e escola obtenham soluções concretas e não fiquem à mercê do atraso, evitando assim uma pandemia educacional.

O ECA assim como a Constituição Federal de 1988, assegura a crianças e adolescentes o direito educacional. Embora o cenário pandêmico ter obrigado a pausa no ensino escolar físico, as deficiências no sistema acadêmico se manifestaram de forma intensa, sendo refletidas principalmente no atraso escolar dos discentes, provocado pela falta de acesso à internet, onde o ensino remoto acontece. De acordo com o Ipea, menos da metade dos alunos de classe baixa estão conectadas aos meios tecnológicos. Dessa forma, a infeliz incapacidade governamental se expressa, pois as práticas corruptas auxiliam no baixo assistencialismo, deixando milhares de alunos e profissionais despreparados para atuarem em tal cenário.

Além disso, vale ressaltar o baixo desempenho profissional, causado pela falta de capacitação técnica, colocando docentes em desafios diários, como a falta de conhecimento sobre plataformas tecnológicas, propiciando a lenta adaptação na educação a distância. Nesse sentido, a família assumiu um papel extra educacional, onde pais obtiveram funções de professores, auxiliando no ensino e acompanhamento escolar. Porém, as dificuldades a esse acesso atingiram a todos, dessa forma o ensino domiciliar arcaico se mostrou benéfico, pois segundo a escritora Cora Coralina: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”, validando assim o desempenho familiar, o qual contribui de forma positiva para com o país.

Verifica-se, portanto, que o dinamismo estatal apresenta-se inerte, não desempenhando o seu papel social, além de não garantir os direitos sociais. Portanto, é função do MEC reformular a sua visão educacional, focando no cenário pós-pandêmico, atuando com altas formações profissionais, principalmente na inclusão tecnológica. A fim de reverter as consequências geradas, os alunos devem receber assistências necessárias, como auxílios econômicos, para que possuam meios tecnológicos para o acesso didático. Dessa forma, as crises não provocarão sequelas tão severas na população brasileira, pois a realidade social será diferente.