Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 03/11/2020

Melhorias vem da crise

A cidade de Veneza foi pioneira na prática da quarentena devido a epidemia da peste bubônica que assolou o século XIV na Europa, nesse contexto diversas instituições tiveram que entrar em isolamento social. Comumente, nos dias atuais o mundo confronta a pandemia do coronavírus, condição que forçou a educação a transicionar para o modelo digital acentuando a desigualdade existente do acesso à internet e a falta de preparo das pessoas, corroborando para o agravamento do aprendizado.

A priori, a educação alcançou um novo formato de aula à distancia, porém a qualidade do ensino é precarizada por um déficit na infraestutura tecnológica gerada pela falta de preparo das instituições educacionais e municípios. Ademais, é notório que em escolas públicas há uma maior desigualdade do acesso às ferramentas virtuais, confirmada pelo dado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em que cerca de 25% da população no Brasil não tem acesso à internet. Além disso, indivíduos de camadas populares negligenciados pelo Estado tinham antes a ajuda social realizada pelas escolas, atualmente cessadas, movendo para um débito na qualidade do ensino, devido a carência presente na falta de material de estudo necessário.

Eventualmente o Ministério da educação do Brasil optou por adiar o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) com intuito de equiparar os estudantes, no entanto mesmo com o adiamento, ainda assim, não é equivalente a realidade de parte dos estudantes, visto que sua maioria não possuem recursos suficientes para manter a integridade de uma aula presencial ao modelo remoto. Por vezes, uma vez que parte dos estudantes mal tiveram aulas esse ano, se veem descompassados ao depararem-se com a concorrência injusta, dirigindo a caminho da discordância sobre a democratização do ensino, em razão de realçar os privilégios sociais e ,portanto, reprimir os indivíduos carentes.

Fica claro, portanto, a necessidade de vigorar um ensino melhor, de modo que otimize um melhor desempenho com o aprendizado, para isso é preciso o Ministério da Educação invista em plataformas interativas de ensino a distância e distribua gratuitamente aos alunos de rede pública junto ao material de apoio necessário para complementar o estudo com o objetivo de facilitar o seu acesso; além disso,  cabe ao Ministério da Ciência em conjunto com o CRAAS (Centro de Referência de Assistência Social) implantar redes de internet em regiões que sofrem de desigualdades sociais e distribuir para as famílias instrumentos tecnológicos (tais como computador, celular, entre outros) para redemocratizar o acesso ao ensino. Por fim cabe a todos a responsabilidade de atuar na reinvenção a fim de adaptarmos a esse  novo cenário.