Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 02/11/2020
Ao se observar o atual cenário mundial afetado pela pandemia do COVID-19, vê-se que várias áreas precisaram se reinventar, com destaque a área da educação, que foi necessário se organizar as pressas para criação de novos modelos de ensino online. Porém, ainda hoje, com mais de seis meses que o Brasil permanece de quarentena, muitas instituições escolares brasileiras ainda não fizeram uma adaptação, e muitos alunos, seja por conta de suas escolas ou por falta de recursos, não estão tendo acesso a educação.
De acordo com uma pesquisa feita pela Instituição de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cerca de seis milhões de estudantes brasileiros da pré-escola até a pós-graduação, não tem acesso a internet banda larga nem móvel e, segundo dados do Instituto DataSenado, 35% tiveram as aulas suspensas. Os principais afetados são os alunos que estudam em redes públicas, pois o governo não tem dado uma grande contribuição para que a escolas invistam em recursos tecnológicos e, além disso, os próprios estudantes muitas vezes não tem condições de ter um computados/notebook próprio para assistir as aulas.
Mesmo com tantos estudantes do ensino médio sem acesso a escola, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) prevalesse nesse ano, acentuando a desigualdade, pois enquanto alguns tem apoio escolar para estudar para a prova, outros estão tendo que dar duro para isso, estudando por conta própria por meio da internet, se possível for ter acesso a esta. Os que não tem, perderão o Enem 2020.
Em virtude dos fatos mencionados, o governo deveria tomar uma provisão imediata: o barateamento de recursos tecnológicos para alunos das escolas públicas, além do adiamento do Enem para que todos sejam igualmente favorecidos. “Viemos de um modelo presencial, numa mudança abrupta. Mas certamente é uma mudança sem volta. O processo online veio para ser uma ferramenta importante” diz Fábio Fonseca, Diretor da Faculdade FAEL. De fato, a educação nunca mais será a mesma.