Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 29/10/2020

Ao longo da pandemia diversos entraves foram encontrados na tentativa de adaptação à nova realidade. Infelizmente, dentre eles, destaca-se, devido a desigualdade social, a educação. Tendo em vista esse impasse, percebe-se que ele está vinculado não só a baixa acessibilidade à internet pelas classes menos abastadas, mas também pela falta de planejamento do Governo.

Em primeiro plano, é lícito destacar que a desigualdade educacional era um problema antes mesmo da pandemia. Atualmente, seugndo uma pesquisa do G1, apenas um em cada sete alunos da rede pública tem amplo acesso digital. Desse modo, a pandemia apenas tornou evidente e agravou as diferenças entre o ensino público e privado, visto que muitos alunos ficaram sem aulas.

Ademais, vale pontuar a ineficiência do Estado na logística de adaptação à pandemia. De acordo com John Locke, existe um contrato entre indivíduo e Estado que rege a vida em comunidade. Assim, esse contrato estaria sendo violado, pois falha em garantir que o processo pedagógico seja continuado apesar das adversidades.

Infere-se, portanto, que a pandemia foi prejudicial a educação que necessita de mais atenção. Logo, cabe ao Governo Federal, o investimento no ensino à distância via MEC, disponibilizando aparelhos eletrônicos aos alunos da rede pública a fim de reduzir as desigualdades. Com efeito, será garantido o contrato social de John Locke.