Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 31/10/2020

A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo – Nelson Mandela. Em meio ao caos vivido, essa frase se destaca sob a ótica da problemática do acesso à educação em tempos de pandemia, a qual, como mais um artifício de classificação, separa – ainda mais – as camadas da sociedade. No Brasil, esse problema é ainda mais perceptível e conta com fatores agravantes devido a um problema estrutural de séculos. Assim, é valido afirmar que a problemática educacional em tempos de pandemia se deve ao total despreparo Estatal frente a situações adversas e ao acesso à tecnologia.

Em primeira análise, é importante destacar a dificuldade encontrada na manutenção da qualidade do sistema de educação, não só pelo Brasil, levando em conta também que se trata de uma situação inédita para essa geração. Porém, existem nações mais estruturadas para ocasiões desse porte, possuindo um planejamento de ponta, acesso a recursos e disposição por parte dos governantes, a fim de não prejudicar, por muito tempo, os estudantes. Já no Brasil, o campo educacional, área negligenciada há séculos, vem sofrendo desde o início da pandemia com o descaso. Ademais, por conta da disparidade socioeconômica, o acesso ao EAD (Educação a distância) se torna um recurso direcionado, não atingindo uma parcela grande da população que, neste momento, fica alheia ao ensino básico.

Além disso, como mostra o artigo 3° da constituição, “Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”, faz-se entender que é um direito previsto no que tange o igual acesso as oportunidades independentemente da região que o indivíduo está. Paralelamente, concordando com o plano econômico vigente, já possuímos um sistema de seleção para as universidades tão injusto quanto a própria disparidade educacional, no qual o indivíduo está sujeito a condição de um/dois dia bons, muito diferente do que, por exemplo, um vestibular seriado. Esse panorama conflituoso explicita a necessidade de uma ação voltada para democratizar o acesso à educação de qualidade.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para reduzir os impactos da pandemia na educação brasileira. Desse modo, faz-se necessário que o ministério da educação, em conjunto com ONG’S de apoio a educação, realizem um ação em conjunto a fim de minimizar o déficit educacional - para as camadas mais baixas da sociedade - através de reforço escolar online, ministrado no período da noite com foco a recuperar o conteúdo perdido. Desse modo, poderemos fazer valer a frase de Nelson Mandela e criar uma sociedade onde somos munidos da arma mais poderosa: a educação.