Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 01/11/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, esse contexto fictício é o oposto da realidade brasileira, uma vez que os impactos da pandemia atual são prejudiciais para a plena educação e, por isso, são algumas das questões que dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, os fatores contribuintes para a problemática é a exclusão do acesso à “internet” pela maioria dos estudantes, que ocasiona a ascensão da desigualdade educacional.

Em primeira análise, vale ressaltar a não inclusão tecnológica de muitos cidadãos como um dos principais pontos desse impasse. Segundo o poeta modernista Carlos Drummond, em trechos de um poema enfatiza," no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho", nesse viés, possivelmente, o autor caracterizava alguma dificuldade social da sua época como uma pedra e, de maneira análoga, uma das pedras, hodiernamente, é a exclusão digital durante a pandemia que boa parte da classe baixa encara, pois ela está mais distante da tecnologia pelas poucas condições financeiras, sendo assim, muitos dos alunos das escolas públicas. Logo, essa área é primordial para os estudos atualmente, porém, sem ela está ocorrendo impactos negativos como o bloqueio do percurso educacional e, assim, atrasando os indivíduos que podem agregar no progresso deste país.

Em segunda análise, consequentemente, é importante pontuar a ascensão da desigualdade no âmbito da educação após o covid-19. De acordo com a Constituição Federal, é dever do Estado garantir a todos os cidadãos deste país uma educação de qualidade, mas tal lei é negligenciada em muitos municípios, principalmente, neste período de pandemia mundial, porque devido o isolamento social a rede pública, em muitos territórios, está sem aulas “on-line”, pois o agente responsável não disponibilizou os instrumentos tecnológicos necessários para os alunos carentes, enquanto os alunos da rede privada possuem sem depender dele. Por conseguinte, essas distinções entre os grupos demonstram a desigualdade da educação brasileira e, assim, é indubitável que não depende, apenas, da força de vontade de estudar, mas, também, do governo para aplicar a equidade.

Portanto, medidas são importantes para conter os impactos conflituosos da pandemia na esfera educacional do Brasil. Em razão disso, cabe ao governo disponibilizar “smartphones”, “internet”, por meio de uma pesquisa que avalie as condições financeiras das famílias, e cada uma que possua no mínimo cinco integrantes e, pelo menos, algum deles estiver matriculado em escola pública deve receber um “smartphone” e a " internet", a fim de receberem às aulas “on-line” e para apaziguar os abalos do covid-19. Dessa forma, esta nação seria parecida aquela citada na criação “Utopia”.