Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 04/11/2020

Com o advento da globalização o mundo mudou completamente. Tornou-se possível a circulação em massa de pessoas, ideias e também de doenças- como por exemplo a síndrome respiratória ocasionada pelo covid-19, vírus originário da China e que logo se espalhou pelo mundo inteiro-. Os efeitos dessas circulações, principalmente de doenças, são diversos nos diferentes países. No Brasil, o corona vírus além de diversos efeitos, impactou significativamente a educação. É preciso, portanto, debater esses efeitos e solucioná-los.

Em primeiro lugar, é importante considerar como a pandemia do covid-19 afetou significativamente a metodologia de ensino e aprendizado. É fato que desde a Grécia antiga, o filósofo Sócrates com o seu método socrático de reflexão e questionamento, já mencionava a necessidade de autonomia do estudante. Entretanto, até hoje o ensino na escolas, principalmente brasileiras, prevalece de forma passiva. Nesse viés, com o isolamento social os estudantes foram obrigados a desenvolverem e aprenderem sozinhos habilidades de planejamento, organização; não desenvolvidos na escola. Desse modo,  é evidente a necessidade de mudar.

De outra parte, para os que não tem acesso aos recursos necessários para adentrarem nas novas tecnologias, a pandemia a pandemia agravou a diferença social. De acordo com o Instituto de Pesquisa econômica aplicada, pouco mais de 40% das classes menos favorecidas financeiramente tem acesso a internet. Esses dados apontam que grande parte dos estudantes não tem os meios necessários para terem uma educação de qualidade, principalmente no contexto da pandemia. E, desse modo, são desfavorecidos socialmente, visto que não terão o mesmo preparo daqueles que tiveram acessos aos meios. É necessário, portanto, medidas para atenuar esse panorama.

Infere-se, diante dos fatos citados que é de fundamental importância que o Ministério da educação juntamente com a classe pedagoga, reestabeleça as diretrizes de ensino objetivando desenvolver nos campus de ensino a autonomia do discente. Adicionalmente, o Governo Federal por meio da lei de diretrizes orçamentárias deve destinar recursos financeiros para os centros de ensino público com o objetivo de suprir a necessidades dos menos favorecidos. Dessa forma será possível solucionar esses efeitos.