Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 04/11/2020

Com a promulgação da Constituição Federal de 1988 foi garantido ao homem, como dever do Estado, o direito à educação. Entretanto, devido a pandemia do novo Coronavírus, este tornou-se um direito de poucos, uma vez que a nova forma de ensino não atinge a todos. Além disso, têm-se consequências momentâneas e futuras, as quais afetam toda uma economia. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de melhorar a educação brasileira.

Em primeiro lugar, nota-se a discrepância socioeconômica em relação ao ensino adotado como solução para continuidade escolar. Segundo dados do Comitê Gestor da Internet, mais de 28% da população brasileira não tem acesso à internet. Assim, o Ensino a Distância (EaD), torna-se um propagador de desigualdade, afinal, muitos alunos não conseguem ter aula. Outrossim, mesmo com acesso à rede, o ensino oferecido por escolas particulares é muito superior ao de escolas públicas, as quais, em alguns casos, ausentam-se deste meio. Logo, a desigualdade só aumenta.

Por conseguinte, tem-se como resultado consquências para o mercado de trabalho. Como dito pelo físico Isaac Newton “para toda ação tem uma reação”. Dessa forma, a ausência ou a precariedade das aulas remotas afetam o profissional do futuro, pois o mesmo sofrerá um atraso para sua formação como cidadão ativo. Cabe ainda mencionar que as circunstâncias estabelecidas pela pandemia façam com que mais alunos desistam da vida escolar, decisão esta que afeta diretamente a economia brasileira.

Portanto, são evidentes os impactos da pandemia na educação. Sendo assim, concerne ao Ministério da Educação criar políticas públicas que visem a inclusão de todas as classes no ensino. Estas, devem ser feitas a partir da disponibilização de redes de internet gratuitas nos bairros periféricos, além da doação de tablets e celulares básicos que possuam acesso à internet. Ademais, aulas extras, as quais visem a retirada do atraso, devem ser incluídas no calendário escolar. Desta maneira, o direito a educação, garantido pela Constituição Federal, será mantido.