Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 05/11/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, esse contexto é o oposto da realidade brasileira, uma vez que os impactos da pandemia atual são prejudiciais para a plena educação e, por isso, são algumas das questões que dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, o principal fator contribuinte para a problemática é a exclusão do acesso à internet pela maioria dos estudantes, que ocasiona a ascensão da desigualdade educacional.
Em primeira análise, vale ressaltar a exclusão tecnológica de muitos alunos como um dos principais pontos desse impasse. Segundo o poeta modernista Carlos Drummond, em trechos de um poema enfatizou, “no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”, nesse viés, possivelmente, o autor caracterizava alguma dificuldade social da sua época como uma pedra e, de maneira análoga, uma das pedras, hodiernamente, é a exclusão digital durante a pandemia que parte da classe baixa encara, pois ela está mais distante da tecnologia pelas precárias finanças. Logo, a área digital é primordial para os estudos durante o covid-19, porém, sem a sua utilização, estão ocorrendo impactos negativos como o bloqueio no pleno percurso educacional dos discentes carentes, sendo eles, os mais afetados e, por isso, esse cenário necessita ser modificado.
Em segunda análise, consequentemente, é importante pontuar a ascensão da desigualdade no âmbito da educação após o covid-19. De acordo com a Constituição Federal, é dever do Estado garantir a todos os cidadãos deste país uma educação de qualidade, mas tal lei é negligenciada em muitos municípios, principalmente, neste período de pandemia mundial porque devido ao isolamento social a rede pública, em muitos territórios, está sem aulas on-line, pois o governo não disponibilizou os equipamentos como celulares e internet necessários para os alunos necessitados, enquanto os alunos da rede privada podem ter aulas regulamente Por conseguinte, essas distinções entre os grupos demonstram, ainda mais, a desigualdade educacional brasileira e, assim, é indubitável que não depende, apenas da força de vontade de estudar, mas, também, do governo para aplicar a equidade.
Portanto, medidas são importantes para conter os impactos da pandemia na esfera educacional do Brasil. Em razão disso, cabe ao governo disponibilizar um “smartphone” e internet a cada estudante da rede pública (ele deve possuir uma renda familiar igual ou inferior a um salário mínimo), por meio de uma equipe responsável em cada município brasileiro que avalie as finanças de cada família e, assim, distribua para cada indivíduo, a fim de que todos recebam as aulas on-line e consigam repor as lacunas educacionais. Dessa forma, esta nação seria parecida aquela citada na criação “Utopia”.