Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 11/11/2020
A Globalização, iniciada a partir do século XX, permitiu por meio do desenvolvimentismo, evidentes transformações sociais. Nesse contexto, paralelamente a esse fato, observa-se uma intensa mudança no atual ano de pandemia, a qual se acentua devido a negligência governamental, responsável por solidificar os impactos na educação brasileira. Em razão disso, tem-se não só a difusão do individualismo, como também, a normalização estabelecida; fatores esses que devem ser debatidos. Em primeira instância, é certo que a difusão do individualismo, somada a errônea negligência governamental, está diretamente ligada aos impactos da pandemia na educação do Brasil. Essa situação inicia-se pela rápida aplicação do ensino remoto como uma resposta emergencial frente ao isolamento o coronavírus. De maneira que, esse sistema a foi caracterizado por uma visão estereotipada do ensino à distância (EAD), que se caracteriza por uma educação pensada e organizada; fato que se contrapõe a realidade atual, a qual sofre o impacto da exclusão educacional de indivíduos de baixa classe social. Diante ao exposto, inquestionavelmente, nota-se que tal quadro nada mais é senão uma evidência daquilo que Zygmunt Bauman propôs ao analisar a conduta ética dos sujeitos na pós modernidade, o qual sofreria interferência direta no individualismo, evidenciada pela desigualdade social.
Consequentemente a essa egoísta exclusão educacional, percebe-se a cristalização de uma normatividade definida pela indiferença social. Isto é, inesperadamente, o estabelecimento da pandemia originou um ilusório senso comum baseado em nomear a atualidade como o “novo normal” ; sendo esse, designado por uma parcela da alta sociedade detentora de privilégios capazes de atender as exigências estruturais que a educação online admite. Nesse sentido, disserta-se a frase de Konrad Adenuer, para o qual, " vivemos todos sobre o mesmo céu, mas nem todos temos o mesmo horizonte “. Ou seja, torna-se inquestionável o desafio de ensino, já que o novo COVID19 possibilitou o distanciamento daqueles pertencentes ao sistema público, o qual não se espanta com inúmeros indivíduos sem o acesso a educação estabelecida por lei.
Tendo vista os aspectos mencionados, é dever do Ministério da educação, em parceria com líderes de movimentos sociais, garantir políticas públicas direcionadas aos alunos. De modo que se promova coletas de dados comprovados, por meio de reuniões mensais responsáveis por debater as necessidades principais das escolas em questão. Efetuando assim, não só no rompimento do individualismo, bem como, na quebra da normalidade; possibilitando então na diminuição de impactos negativos da pandemia na educação brasileira.