Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 12/11/2020

Dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) mostram que a pandemia do COVID-19 impactou os estudos de mais de 1,5 bilhão de estudantes em 188 países, o que representa cerca de 91% do total de estudantes no planeta. Entre esses impactos pode-se citar, no Brasil, o aumento da desigualdade entre os ensinos públicos e privados, e o abandono escolar. Desse modo, como a educação é um direito de todos, emerge um problema que precisa ser revertido.

Primeiramente, é preciso salientar que a acentuação da discrepância entre os ensinos comunitários e particulares é uma consequência da pandemia. Isso ocorre, pois, grande parte dos alunos de escolas públicas não têm acesso à internet. Prova disso foi a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC), a qual exibiu que 46 milhões de brasileiros não acessam a “web”, o que corresponde a mais de 25% da população. Dessa forma, é imprescindível reverter esse cenário.

Em segundo plano, outro impacto do coronavírus na educação do país é a evasão escolar. Isso fica evidente através da pesquisa feita pelo Data Folha, na qual 31% dos pais de alunos de escolas públicas do país responderam que  temem que os filhos não continuem na escola, por conta da necessidade de trabalhar e desmotivação das escolas durante o Ensino Médio a Distância (EAD). Sob esse viés, é imprescindível que, para que não haja o abandono dos estudos, aconteça uma mudança dos métodos escolares.

Fica clara, portanto, a necessidade do investimento no acesso à internet em áreas mais carentes e da melhora da qualidade dos ensinos a distância. Sendo assim, cabe ao Governo a homogeneização do acesso à rede, por meio da criação de estabelecimentos, em regiões mais pobres, que disponibilizem computadores e internet gratuitamente, de modo a diminuir a desigualdade entre os ensinos brasileiros. Ademais, as prefeituras devem oferecer cursos aos professores da rede pública, os quais ensinem a aprimorar a qualificação das aulas destes profissionais, a fim de diminuir o abandono escolar.