Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 12/11/2020
Após a segunda metade do século XX, com a Revolução Técno-científica- informacional, o mundo se tornou altamente globalizado e tecnológico. No linear do século XXI, com o surgimento de uma pandemia eminente, o setor da educação necessitou adaptar-se a essa nova tecnologia, embora no País, os níveis de desigualdade educacional sejam majoritariamente elevados.
Em primeira instância, é significativo destacar que, segundo dados do IBGE, uma a quatro pessoas não possuem acesso à internet. Destarte, esse fator expõe um dos impactos que a pandemia causou no âmbito escolar, no qual diversos estudantes precisaram se adaptar ao ensino a distância, mas não conseguem ter acesso aos materiais necessários, como livros e a própria internet.
Em segundo plano, apesar do Artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos assumir que todos são iguais em dignidade e direitos, no Brasil a desigualdade na área educacional, após o início da pandemia, se elevou. Em suma, diversos alunos de escolas públicas não conseguem obter as atividades escolares, sejam elas físicas ou virtuais, enquanto outra parcela da população, detentora desses recursos, possui maior chance de adentrar em cursos superiores, evidenciando a desigualdade no País.
Desse modo, percebe-se que foram diversos os impactos negativos da pandemia na educação brasileira, portanto, urge que o Ministério da Educação, em conjunto com o Governo, disponibilize em áreas específicas, como em regiões mais afastadas, computadores e internet gratuitos, atendendo a parcela que não tem acesso a esses meios. Espera-se, que dessa forma, apesar da pandemia do novo coronavírus ter afetado o espaço educacional, as novas formas de ensino sejam capazes de atender a toda população.