Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 25/11/2020
Consoante aos direitos sociais de segunda dimensão, baseados na Constituição Federal, cabe ao Estado garantir uma educação de qualidade á sociedade brasileira. Não obstante, o apanágio se tornou fragilizado em razão da pandemia do COVID-19 de modo a causar sérios impactos na educação e, assim, torna-se indispensável iniciativas sociais e politicas. Outrossim, para efetividade dessa ação, é prioritária a análise das limitações pedagógicas e tecnológicas que dificultam o desenvolvimento de atividades na educação á distancia do país.
Em primeiro plano, a educação do Brasil, outrora, passava por dificuldades pedagógicas no que tange na qualidade do ensino público, bem como a carência de professores qualificados. Isso se reverbera no livro de Paulo Freire, Pedagogia do Oprimido, no qual o educador não cabe nenhum outro papel que não o de disciplinar a entrada do mundo nos educandos, dito como o ´falso saber´. Desse modo, a pandemia intensificou os problemas da educação brasileira por tornar o ensino remoto com a didática precária e a despreparo do profissional.
Por outro viés, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada apenas 42% das classes baixas têm acesso á internet. Á vista disso, a limitação tecnológica é o principal desafio para manter o ensino á distancia no Brasil igualitário á todos os alunos. Dessarte, a educação brasileira está ainda mais comprometida pela desigualdade social.
Em suma, os impactos da pandemia na educação do Brasil é extremamente prejudicial á sociedade. Logo, cabe ao Ministério da Educação capacitar os educadores, por meio de cursos gratuitos, a fim de aperfeiçoar a didática de ensino e opor-se do `falso saber´ de Paulo Freire. Ademais, urge ao Ministério de Comunicações integrar a classe baixa ao acesso á internet, por intermédio de contratos com as empresas privadas, em troca de descontos nos impostos, a fim de inteirar a igualdade no ensino á distancia. Por conseguinte, ter-se-á uma sociedade mais harmônica e coesa conforme os direitos sociais de segunda dimensão.