Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 27/11/2020
É evidente que a pandemia do novo coronavírus afetou a população brasileira nos mais diversos âmbitos, sendo um deles a educação. Profusos estudantes foram extremamente prejudicados com o ensino a distância, muitos não obtiveram oportunidade de realizar o mesmo. Porém isso é totalmente errôneo, pois a educação é um direito básico de toda criança e adolescente.
Nos últimos meses, a desigualdade social ficou ainda mais perceptível, a educação antes era um direito de todos, no entanto durante a pandemia, estudar tornou-se um privilégio. Segundo dados da Agência do Brasil, em maio de 2020, foi constatado que 4,8 milhões de crianças e adolescentes, na faixa de 9 a 17, não possuem acesso à internet, tornando desta maneira, inviável o ensino à distância. As consequências são lastimáveis para os estudantes, principalmente aos que estão em ano de vestibular ou alfabetização.
Além da problemática já citada, inúmeros alunos serão prejudicados no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), pois não tiveram a base necessária para realizar o mesmo. De acordo com dados da pesquisa TIC Educação 2019, cerca de 40% dos alunos da rede pública brasileira não possuem meios de acessar as aulas online, sendo eles computadores ou “tablets”, e nas escolas privadas, esse índice é de apenas 9%. Desta forma é possível visualizar uma vantagem explícita, entre os alunos de escola pública e particular.
Diante do exposto, fica evidente a necessidade de uma intervenção. Cabe ao Ministério da Educação investir em pontos de acesso á internet, nos mais diversos bairros, priorizando os mais periféricos, onde haja computadores e meios de realizar as atividades letivas, seguindo as normas da OMS, por meio de verbas cedidas pelo governo. E por fim, o ENEM deve ser realizado apenas quando a grande maioria dos alunos tiverem acesso as aulas. Resultando assim em estudantes com as mesmas oportunidades e direitos.