Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 19/11/2020

O sistema educacional brasileiro está longe de ser o ideal e com a pandemia, o que era ruim, ficou ainda pior, porque se antes não fornecia o suporte necessário a alunos que não eram bons de memória, agora atende as necessidades de pouquíssimas pessoas. A falta de acesso a uma internet de qualidade de boa parte dos cidadãos contribui para o atraso do ensino a distância, além da maioria das instituições que adotaram essa prática de uma maneira minimamente satisfatória serem privadas. Por isso, é possível afirmar que a educação brasileira está sendo muito prejudicada com o modelo que foi forçada a utilizar, pois o Brasil não tinha e ainda não tem estrutura para uma mudança nesse nível.

Em primeiro lugar, deve-se lembrar que a rede de internet brasileira é uma das piores do mundo segundo uma pesquisa de um aplicativo de monitoramento de conexões, atingindo até mesmo quem tem melhores condições financeiras. Como o distanciamento social é necessário, a única forma das aulas continuarem é as transformando em videoconferências, porém isso as prejudicam, uma vez que nem todos podem confiar na internet para participar. Portanto, é notável a dificuldade do aluno se manter focado e motivado quase não conseguindo assistir à aula, ainda mais se o estudante em questão for uma criança ou adolescente, pessoas em fases que naturalmente já não têm a habilidade de manter a concentração no estudo por muito tempo.

Em segundo, é preciso ressaltar que apesar das escolas e universidades privadas se esforçarem para fornecer uma transmissão de qualidade, as públicas não têm condições de fazer o mesmo, sendo algo possível de notar pelo péssimo estado das escolas antes mesmo da pandemia. Não era raro que greves acontecessem, tirando um tempo precioso da vida escolar dos alunos e com o ensino a distância, o ensino passou a depender quase que exclusivamente dos professores e aplicativos gratuitos de chamadas de vídeo. Desse modo, é inegável o efeito negativo que a pandemia teve na educação pública, afetando diretamente aqueles estudantes de baixa renda e que viam no estudo a única chance de melhorar suas vidas e de suas famílias.