Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 19/11/2020

O coronavírus é uma doença sem precedentes que afeta diretamente diversos setores do Governo, em principal a Educação e a Economia, uma vez que com o isolamento social, escolas tiveram que tomar medidas alternativas para continuar a transmissão de conhecimento. Sendo assim, o ensino remoto foi uma boa opção para tal período, principalmente para escolas privadas, entretanto não é a solução, pois escolas estaduais não possuem infraestrutura para implementar esse recurso em todo seu sistema. Nesse viés,  a dificuldade de implementação do ensino a distância e a desigualdade social da rede pública e privada e corroboram para essa vertente no corpo social brasileiro.

A  dificuldade de implementação do ead é um dos grandes problemas encarados pelo Ministério da Educação nas medidas de enfrentamento da Covid-19, uma vez que muitas pessoas não detém de internet de qualidade, ou moram em uma região que a conexão não é boa, e ainda têm pessoas que não possuem aparelho celular.  A saber, menciona-se o documentário feito pela Netflix “Pandemia”, que retrata exatamente os problemas que a sociedade enfrenta nessa situação atípica em relação à educação, a economia, a saúde, a segurança etc. Dessa forma, as alternativas se tornam cada vez mais difíceis de serem implantadas, por possuírem grande parte de sua população de jovens e adolescentes que estudam e estão sofrendo por não possuírem condições de se adequar ao serviço.

Cabe ainda pontuar, o ensino a distância (EAD) foi o método utilizado por diversas escolas que não puderam parar por causa da pandemia, todavia escolas privadas não possuem infraestrutura para manter tal opção criando uma maior desigualdade em relação às pessoas de baixo poder aquisitivo. Consoante ao pensamento, do Márcio Natividade, professor do Instituto de Saúde Coletiva, afirma que “O objetivo é discutir como o afastamento desses estudantes, principalmente dos 38,7 milhões que estão matriculados em escolas públicas, vai aumentar o grau de desigualdade de educação no país”. Dessa maneira, evidencia-se a disparidade enorme que está se construindo entre a classe média e rica pela classe pobre, visto que em um concurso público o indivíduo mais preparado vai ser o da rede privada, enquanto que o da rede pública vai estar atrasado.

Dado o exposto, a educação no período da quarentena está precária. Logo, o Ministério da Educação e da Economia, deve disponibilizar chips com internet para alunos de escola pública, com operadora e professores qualificados, a fim de diminuir a porcetagem de alunos sem aulas. Ademais, o Ministério da Educação, deve organizar aulas online a partir da proposta 1, com professores aptos, objetivando reduzir a disparidade social ocorrida nesse período. Assim, o âmbito brasileiro se desenvolverá assim como está proposto pelo August Comte na bandeira do Brasil, “Ordem e Progresso”.