Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 19/11/2020
Atualmente, o cenário de milhares de escolas fechadas em diversos países não se repetia desde a Segunda Guerra Mundial, evidenciando a proporção imensa que a pandemia prejudicou o ensino em sala de aula. A princípio, o EaD conectou muitos alunos às aulas remotas, mas o despreparo dos professores e a falta de acesso a internet de vários estudantes de escola pública, complicou ainda mais o processo de aprendizagem.
Certamente, a maioria das escolas não conta com o suporte necessário para o oferecimento do ensino remoto ou a distância. De acordo com o Relatório de Monitoramento Global da Educação (Relatório GEM) de 2020, divulgado no final de junho, 258 milhões de crianças e jovens não tiveram acesso à educação. Ainda mais, as crianças e os jovens também não estavam acostumados a rotinas mais pesadas de estudos em casa. De maneira geral, os estudantes não possuíam a maturidade para lidar com a autonomia implícita no ensino a distância, em especial os alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental.
Além disso, pesquisas apontadas pelo CONJUVE (Conselho Nacional da Juventude) apresenta que quase 30% dos jovens pensam em deixar a escola e, entre os que planejam fazer o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), 49% já pensaram em desistir. Logo, atrapalhando não apenas o acesso ao computador e internet rápida para os conteúdos e acompanhar as aulas, mas o próprio equilíbrio emocional e a capacidade de organização para estudar.
Em conclusão, os impactos da pandemia à educação foram mais altos do que o esperado, então o que seria possível é o Ministério da Educação promover um auxílio educacional, por meio do qual, os estudantes conseguiriam acessar aos estudos. Ademais, as companhias de energia poderão colocar postes para que mais estudantes tenham o acesso a internet, através de investimentos da população.