Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 20/11/2020
A pandemia foi causada pela infecção mundial do vírus COVID-19, um patógeno que se manifesta por resfriados, sensação febril e dores de garganta, visto que esses sintomas podem não ter uma grande importância socialmente, sendo confundidos com uma gripe, são mais perigosos por acarretarem uma despreocupação por quem os possui, causando uma proliferação mais rápida. No Brasil, esse problema atinge pessoas de todas as idades, porém, entre crianças e adolescente, a pandemia influenciou diretamente no calendário escolar, tendo em vista que escolas foram obrigadas a usar o sistema de ensino online ou parar totalmente as aulas. Hoje, a docência tornou-se um problema pela falta de preparado de instituições de ensino e professores, idem pela exclusão de alunos de escolas publicas.
É evidente que a despreparação das escolas foi uma da grandes causas para o sistema de educação online ser considerado ruim para os usuários, haja vista que não se tinha suporte necessários para um bom ensino remoto ou a distância, devido a atípica circunstância que levou à tais cenários. Uma recente pesquisa feito pela Instituto Península mostrou que 88% dos professores nunca tinham lecionado virtualmente antes do COVID-19, o estudo também divulgou que 83% dos docentes afirmaram sentir-se nada ou pouco preparados para o ensino remoto, porém, três em cada quatro professores gostariam de ter a qualificação necessária. Isso mostra que a falta de pratica com a tecnologia, gerando uma aula mecânica, se dá não apenas por culpa de professores, visto que esses não tiveram assistência para o uso das plataformas e não sabem como usar muitos dos recursos.
Somando a isso, nesse contexto, outra problemática trazida pela pandemia foi a parada total de escolas publicas em todo o Brasil, em razão de poucos recursos para investir em plataformas para a continuação do ano letivo. O Ministério da autorizou o Ensino a Distância (EaD) em cursos presenciais para universidades e institutos federais, porém a proposta foi rejeitada por mais de 60% dessas instituições, por alegarem que a falta de estrutura não garantiria qualidade do ensino-aprendizagem e ampliaria a desigualdade entre os alunos. Mostrando que muitos alunos ficaram meses sem ter nenhum tipo de contato com o colégio, atrasando ainda mais a educação em escolas estaduais.
Dado o exposto, é visível que a pandemia trouxe inúmeros problemas para a sociedade mundial, gerando ainda mais obstáculos em redes de ensino público e privado. O governo, por intermédio do ministério da educação deve implantar cursos em recintos abertos e com profissionais que têm prática em aulas online, com o objetivo de preparar professores para o ensino remoto. Outrossim o Ministério da educação deverá aplicar aulas complementares para os alunos que foram prejudicados pela pandemia, visando uma igualdade de preparo para competir por uma vaga em faculdades publicas.