Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 19/11/2020

Assim como outras pandemias que a humanidade enfrentou, o coronavírus serviu para mostrar ao mundo a fragilidade de certas instituições sociais como a saúde publica, a economia neoliberalista, mas, principalmente, a educação. Esta precisou de mudanças em seu modo de funcionamento, e isso permitiu o uso da tecnologia, contudo a desigualdade de acesso a elas e o modelo educacional arcaico dificulta que esse modelo digital funcione, por isso é necessário que se mude essa realidade.

No mundo atual altamente digitalizado, a tecnologia se desenvolve como nunca antes na história, porém cresce a discrepância de seu acesso a diferentes classes sociais. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 42% das classes mais pobres se conectam, embora mais de 70% dos usuários encontram-se no ambiente urbano.

Além disso, o sistema educacional brasileiro é antigo e, portanto, não atende as necessidades atuais para a prática digital. As palavras que abrem a sessão do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP com reflexões e propostas para a educação básica são “são inúmeras as possibilidades do uso das tecnologias informáticas na escola. Não se pode ignorar que os alunos vivem num mundo de intenso uso da tecnologia, principalmente na área de comunicação, e que os recursos digitais se tornam cada vez mais fundamentais para a realização de quase todas as tarefas.”.

Portanto, necessita-se de mundanças na realidade educacional. O Ministério das Telecomunicões deve investir em uma rede de internet pública para que o seu acesso seja livre a todas as classes. O Ministério da Educação deve pensar novas formas unir as práticas educacionais com a tecnologia e a internet. Desse modo, o povo brasileiro vencerá os males da falta de conhecimento.