Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 27/11/2020
Viver em um mundo onde a desigualdade é existente em todos os setores mundiais, indica que teremos que estar preparados para inovar. Com a chegada de uma pandemia, a Covid-19, a vida se voltou para a internet, mas nem todos tem uma conexão em casa. Inúmeros setores estão sofrendo para se adaptar e encontrar formas de superar essa situação atribulada. A área da Educação não teria como escapar desses enormes desafios, os quais mostram o despreparo de toda a comunidade escolar para um cenário em que a tecnologia pode ser um instrumento facilitador do processo de aprendizagem.
Antes de tudo, as tecnologias educacionais são a principal solução para a situação que a população vive atualmente, e de maior potencial de inovação na maneira como é ensinado crianças e jovens. Contudo, a realidade brasileira está bem longe de ser igualitária. Segundo pesquisa do IBGE, apenas 57% da população do nosso país possui um computador em condições de execução de softwares mais recentes. Outro estudo realizado em 2018, uma Pesquisa TIC Domicílio, aponta que mais de 30% dos lares no Brasil não possui acesso à internet, que é praticamente indispensável para o serviço de ensino remoto. O resultado disso é uma inevitável acentuação da desigualdade de acesso não só ao ensino de qualidade, mas do ensino básico, causando um déficit de aprendizagem ainda maior do que já temos entre alunos do sistema público e da rede particular.
Por conseguinte, outro problema é a desigualdade social e de acesso a tecnologias, o que na área da Educação causa um abismo entre aqueles que podem dar continuidade ao seu processo de aprendizagem e outros que sequer possuem um dispositivo eletrônico com conexão à internet dentro de casa. As crianças e os jovens também não estavam acostumados a rotinas mais pesadas de estudos em casa, ambiente no qual normalmente priorizavam atividades de descanso e entretenimento. De maneira geral, os estudantes não possuíam a maturidade para lidar com a autonomia implícita no ensino a distância, em especial os alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental.
Dessa forma, o afastamento das escolas, mostrou em muitos casos o quanto as famílias estavam afastadas da escola e do aprendizado de seus filhos. Dado o exposto, é necessário incentivar que as instituições disponibilizem um certo tempo aos alunos que não possuem recursos e disponibilizar aulas em redes de rádio ou televisão, e também materiais didáticos para alunos sem as condições necessárias para obter, assim dando maiores oportunidades a esses alunos. Por fim, o Governo pode criar campanhas e palestras com psicólogos e profissionais digitais, em rede de televisão aberta, que incentivem o estudo em casa e o apoio dos pais, que é de suma importância durante esse cenário.