Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 24/11/2020
A Peste Negra foi a pandemia mais devastadora registada na história humana, tendo resultado na morte de cerca de 200 milhões de pessoas na Europa entre os anos de 1347 e 1351. Contudo, após quase 670 anos do acontecimento, surgiu novamente no mundo uma pandemia, a covid-19. Esta doença teve suas decorrências pelo mundo todo e atingiu, principalmente, a educação no Brasil. Dessa forma, comprova-se a importância de discutirmos, ainda mais, o tema no país. Neste sentido, a partir desse aspecto, convém discutirmos as principais consequências negativas da pandemia na educação brasileira, como a desigualdade educacional vista entre o ensino de escolas particulares e públicas e, numa perspectiva futura, profissionais mal preparados para o mercado de trabalho.
Sob um prima inicial, observa-se que mesmo que o ensino dos alunos tenha prosseguido no formato EaD (Ensino a Distância), muitos alunos não têm acesso a internet e computadores. Assim, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cerca de seis milhões de alunos brasileiros não têm acesso à internet e aproximadamente 5,8 milhões são estudantes de instituições públicas. Desse modo, a falta de recursos e de uma boa organização do ensino para que este possa chegar à todas as famílias, de forma igualitária, tem por consequência, principalmente, a desigualdade entre alunos da rede pública e particular, haja vista que estudantes de instituições públicas dependem de um atitude efetiva do governo para introduzir meios eficazes de ensino.
Por conseguinte, outra decorrência dessa problemática é a má preparação de indivíduos para ingressar no âmbito de trabalho, uma vez que a estrutura de ensino não chega a todos, ocasionando o ensino debilitado e a formação de profissionais muitas vezes carentes de todos os conhecimentos necessários para a sua área de atuação. Ainda mais, consoante o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Dessa maneira, é certo de que o impacto da incipiência do indivíduo gera, numa concepção póstera, uma sociedade com um nível volumoso de indivíduos desqualificados para o meio de trabalho.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir os impactos da pandemia na educação brasileira. Dessa forma, para amenizar o problema, é dever do governo, em conjunto com as instituições de ensino, disponibilizar outras opções de estudo para os alunos, como acesso à biblioteca e aos computadores da entidade, por meio de um cronograma semanal, com dias específicos onde cada aluno poderá comparecer à escola, seguindo todas as medidas de segurança sugeridas pela Organização Mundial da Saúde, com o intuito de fornecer mais recursos para os alunos e evitar consequências ainda mais agravantes no ensino brasileiro.