Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 21/11/2020

A pandemia trouxe inúmeros desafios à sociedade brasileira, entre eles, o fechamento das escolas e a adaptação dos alunos com o ensino remoto. Todavia, essa mudança não ocorreu de forma igualitária, tendo em vista que muitos municípios não deram o suporte necessário aos estudantes e professores, também como, a desigualdade social compromete que todos tenham acesso ao ensino a distância. Assim, é necessário avaliar os fatores favorecem esse caso.

Em primeiro lugar, é necessário pontuar que segundo Paulo Arns da Cunha, diretor-executivo do Colégio Positivo, nem todos os municípios brasileiros tem estrutura para oferecer um ensino remoto de qualidade, em especial, as cidades mais pobres. Tal fato é corroborado, principalmente, pelo déficit no investimento em tecnologia nas instituições, pois especialistas apontam que muitos jovens da geração z nunca ligaram um computador.

Em segunda análise, vale ressaltar a desigualdade social no país. Dados do jornal Correio Brasiliense apontam que mais 40% dos alunos da rede pública de ensino não tem acesso à internet. Ou seja, enquanto a maior parte dos alunos da rede privada está seguindo sua rotina com aulas ao vivo e gravadas, a maior parcela dos estudantes do país está com conteúdo atrasado.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Então, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Governo Federal, implantar uma formação nos municípios brasileiros, que oriente os profissionais da educação a como lidar com o ensino remoto, estimulando os professores e os alunos, por meio de vídeo conferências. A fim de analisar  se o ensino a distância está funcionando, e saber como aprimorá-lo. Também deve-se fazer uma triagem dos alunos que não tenham acesso a internet, entregá-los a teoria por escrito, e orientar os pais desses estudantes. Assim, a educação superará a pandemia e nenhum jovem sairá prejudicado.