Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 23/11/2020

A  Gripe Espanhola assolou o mundo entre os anos de 1918 e 1919 e trouxe inúmeras consequências, dentre elas o cancelamento do ano letivo em diversas escolas. Nesse sentido, o atual cenário de pandemia por covid-19 tem impactado a educação na mesma medida, já que escolas e universidades estão fechadas. Assim, vislumbra-se um âmbito no qual se debate impactos que por um lado incitam a desigualdade e por outro prejudicam o indivíduo.

Primordialmente, é válido ressaltar o quanto o Brasil é um país onde impera a segregação, e com o acesso à internet não é diferente, conforme o IBGE, 13,5 milhões de jovens não possuem a rede em seus lares. Com isso, em um ambiente no qual a internet tem sido o único meio que possibilita a realização das aulas, os alunos sem acesso ficam defasados, de maneira que esses indivíduos formam uma lacuna de conhecimento que prejudica o caminho da aprendizagem.

Em segundo lugar, vê-se o quanto escolas e universidades são locais que proporcionam troca de experiências e crescimento pessoal por meio da interação com outras pessoas, já que, assim como disse Aristóteles, o ser humano é naturalmente sociável. Em contrapartida, a necessidade de isolamento impossibilita que isso ocorra, o que, segundo matéria do IG, é prejudicial sobretudo para crianças e jovens especiais, que têm no contato com o próximo um grande estímulo para o progresso.

Em síntese, o contexto resulta em prejuízos de aprendizado e psicossociais. Portanto, é preciso que o governo se una aos ministérios competentes, escolas e universidades, para que haja o fornecimento de pacote de dados de internet para os alunos que não possuem. Atrelado a isso, que o governo em parceria com o Ministério da Saúde recrute psicólogos, pedagogos, dentre outros, para oferecer acompanhamento psicológico gratuito aos alunos, via computador ou telefone. Só assim o enfrentamento de episódios como a Gripe Espanhola será eficaz.