Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 27/11/2020
O acesso a internet é tão necessário quanto a disponibilidade de água e luz. Agora, com o isolamento social, o acesso a plataformas online se tornou praticamente obrigatória para trabalhar e estudar. Contudo, nem toda a população possui acesso a internet e a eletricidade, a desigualdade se agravou ainda mais com a pandemia, isso porque em muitas cidades pequenas a rede elétrica e a a banda larga são mais lentas e menos eficazes se comparado as capitai, também tem o fato de grande parte da população tem tem dispositivos para tal. Para ilustrar a gravidade dessa situação tem o caso recente do Amapá, que apareceu em diversos jornais, o munícipio ficou 22 dois dias de apagão e com rodizio de energia a cada sete horas. Portanto, muitos alunos com condições financeiras desfavoráveis saíram muito prejudicados na educação. Segundo o site do G1 estima-se que 40% dos alunos de escola pública não têm acesso a internet.
Antes de tudo, para resolver o problema das periferias onde os estudantes não possuem o acesso a internet, é possível usar o exemplo do Peru que Peru compra 840 mil tablets para alunos em situação de pobreza poderem estudar. Com informações do jornal O Povo, o ex-presidente Martín Vizcarra, observando o número crescente de casos de corona vírus no começo do ano descartou a possibilidade das aulas presenciais voltarem em 2020, por esse motivo para diminuir a desigualdade no país distribuiu dispositivos que permitissem os estudantes a ter acesso a educação.
Entretanto, ter apenas os dispositivos não é o bastante para ter conexão com as aulas online, é necessário acessar uma rede de internet para que isso seja possível. Como não são todas as pessoas que podem pagar por uma operadora, há um projeto de lei de que visa tornar o acesso a internet universal e obrigatório. É necessário ressaltar que a Organização das Nações Unidas (ONU) afirma desde 2016 que o acesso a internet é um direito humano. Portanto, para resolver esse probelma é necessário criar uma Política Pública de distribuição de internet gratuita e universal, que já está presente no projeto de Lei 4229/20.